O mercado de etanol no Brasil enfrenta uma nova fase de queda de preços, impulsionada pelo aumento da oferta no Centro-Sul e pela maior moagem da safra 2026/27. Dados do Cepea/Esalq indicam que tanto o etanol hidratado quanto o anidro estão sofrendo desvalorizações, refletindo um cenário de maior disponibilidade do biocombustível e negociações mais cautelosas.
A pressão sobre os preços é particularmente intensa em São Paulo, o principal polo produtor do país. O crescimento na produção nas usinas e a oferta crescente têm levado a uma diminuição no poder de negociação dos vendedores, que agora enfrentam um mercado mais competitivo.
Queda nos preços do etanol hidratado e anidro
Entre os dias 6 e 10 de julho, o etanol hidratado combustível registrou uma queda de 2,80%, com o preço médio alcançando R$ 2,1800 por litro. Essa desvalorização é um reflexo do aumento da oferta e da intensificação da moagem da cana-de-açúcar, que tem impactado diretamente o mercado.
O etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, apresentou uma retração ainda mais acentuada, com uma queda de 4,44% em comparação à semana anterior, encerrando a semana cotado a R$ 2,4662 por litro. Esse desempenho negativo é resultado de um mercado amplamente abastecido, onde os compradores estão mais seletivos.
No mercado paulista, o Indicador Diário de Paulínia também confirmou a tendência de baixa, com o etanol hidratado sendo negociado a R$ 2.265,00 por metro cúbico, uma queda diária de 0,42%. Em julho, o indicador já acumula uma retração de 4,25%, evidenciando a pressão contínua sobre os preços.
O cenário atual sugere que a pressão sobre os preços do etanol deve persistir, especialmente se a moagem da safra continuar em ritmo acelerado. Se a produção continuar elevada e a demanda não acompanhar, é provável que os preços do etanol hidratado e anidro continuem a refletir um mercado saturado nas próximas semanas.











