O mercado internacional do algodão encerrou a última semana em alta na Bolsa de Nova York, mesmo com o aumento da área plantada nos Estados Unidos para a safra 2026/27. Esse movimento surpreendeu investidores e evidenciou que as expectativas do mercado têm um peso maior sobre os preços do que os números absolutos divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
De acordo com a StoneX, os contratos futuros do algodão apresentaram uma valorização de 0,97% em relação ao fechamento da semana anterior. Essa reação positiva reflete a atualização das estimativas de plantio e indica um otimismo cauteloso entre os investidores.
USDA amplia estimativa de área para o algodão
O USDA revisou para cima a área destinada ao cultivo de algodão, aumentando em 2,2% a projeção anterior. Com isso, a área plantada para a safra 2026/27 foi estimada em 3,99 milhões de hectares, um crescimento de 6,1% em relação ao ciclo 2025/26.
Embora o aumento da área cultivada possa parecer um fator negativo, o resultado ficou abaixo das expectativas do mercado. Essa discrepância ajudou a reduzir os temores de uma oferta excessiva, favorecendo a recuperação dos preços internacionais.
Expectativas do mercado sustentam preços do algodão
A análise da StoneX sugere que os investidores já haviam precificado um aumento mais expressivo na área plantada. Assim, o número oficial do USDA foi visto como menos pessimista do que se esperava, o que impulsionou as compras de contratos futuros e resultou em uma valorização do algodão.
Além disso, o desempenho das exportações norte-americanas e os dados do mercado de trabalho dos EUA tiveram impacto limitado nas negociações. Com embarques semanais de apenas 10,7 mil toneladas, o volume foi considerado insuficiente para alterar a tendência de alta nas cotações.
Perspectivas para o mercado internacional
As cotações atuais mostram que as expectativas em relação à oferta global continuam a ser o principal fator que influencia os preços do algodão. Os investidores estão atentos ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, às condições climáticas e à demanda internacional.
Esses fatores, combinados com os próximos relatórios do USDA, deverão fornecer uma visão mais clara sobre o potencial produtivo da temporada. A volatilidade das cotações nas bolsas internacionais poderá impactar diretamente a competitividade do algodão brasileiro no mercado global nos próximos meses.











