O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,074, marcando uma queda de 1,12% e atingindo o menor nível em um mês. Essa desvalorização da moeda americana foi impulsionada pela divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos, que vieram abaixo das expectativas do mercado.
A inflação nos EUA apresentou deflação de 0,4% em junho, superando a previsão de um índice negativo de 0,1%. Com isso, as expectativas de alta nas taxas de juros pelo Federal Reserve foram reduzidas, o que fortaleceu divisas de países emergentes, como o real brasileiro.
Impacto nos Mercados
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas, caiu 0,35%. Essa movimentação global do dólar também refletiu no mercado brasileiro, onde o principal índice da B3, o Ibovespa, avançou 0,51%, fechando aos 176.641 pontos.
O alívio nas expectativas sobre os juros nos Estados Unidos foi um fator crucial para a recuperação do Ibovespa, que havia recuado na véspera. A melhora no cenário econômico americano tende a beneficiar mercados emergentes, como o Brasil.
Alta do Petróleo
Os preços do petróleo também registraram alta, com o barril do Brent subindo 1,72%, cotado a US$ 84,73. O petróleo WTI, por sua vez, avançou 1,53%, encerrando o dia a US$ 79,34.
Essa elevação nos preços é impulsionada pelas tensões contínuas entre Estados Unidos e Irã, que geram incertezas sobre a oferta global de petróleo. No entanto, analistas alertam que os preços elevados da energia podem impactar a inflação global e, consequentemente, a demanda por petróleo nos próximos meses.











