O novo filme “A Odisseia”, dirigido por Christopher Nolan, gerou um desentendimento entre a Universal e uma associação sueca que cedeu um navio viking histórico para as filmagens. De acordo com os responsáveis pela embarcação, o estúdio não cumpriu o compromisso de pagar por eventuais danos ocorridos durante o uso do navio.
O barco em questão é o Glad av Gillberga, uma réplica de um navio de guerra viking, inspirado em um casco encontrado na Dinamarca. Com quase 30 anos de navegação, a embarcação já percorreu diversas águas, mas ganhou notoriedade internacional durante as gravações do filme.
Segundo informações, o navio ficou sob a responsabilidade da produção por seis meses e retornou com danos significativos. A associação Vikingaleden, que administra a embarcação, enviou à Universal apenas a cobrança dos materiais utilizados nos reparos, sem incluir custos de mão de obra, que foram realizados de forma voluntária.
Um ano após o início das filmagens, a associação ainda não recebeu o valor de 6 mil dólares pelos reparos. O presidente da Vikingaleden expressou sua frustração, ressaltando que o valor é pequeno para uma produção de grande porte, mas significativo para a associação, que mantém um museu e uma vila viking.
Embora o navio já esteja operando normalmente, o acordo inicial previa que os reparos seriam feitos pela associação e reembolsados pela produtora, o que não ocorreu até o momento. A Universal, por sua vez, negou que existam pendências financeiras relacionadas ao uso do navio e afirmou que todas as faturas foram quitadas.











