Produtores rurais poderão contar com R$ 10 bilhões em financiamentos para inovação no agronegócio, conforme decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária nesta quinta-feira, 23 de julho. A nova linha de crédito visa apoiar a adoção de tecnologias nacionais que aumentem a produtividade e promovam a sustentabilidade.
A medida foi formalizada pela Resolução nº 5.331 e regulamenta a linha de crédito criada pela Medida Provisória nº 1.374, publicada em 30 de junho. Com isso, as operações de financiamento poderão ser iniciadas imediatamente.
Quem poderá contratar
Os financiamentos estarão disponíveis para produtores rurais, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, além de cooperativas de produção agropecuária. Um destaque é a inclusão de produtores rurais pessoas físicas, que frequentemente enfrentam dificuldades para acessar recursos para inovação.
Cada beneficiário poderá solicitar até R$ 30 milhões, permitindo um maior acesso ao crédito para modernização das propriedades rurais.
Como funcionará
Os R$ 10 bilhões não serão emprestados diretamente pelo governo, mas sim por meio de bancos públicos e instituições financeiras credenciadas pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O financiamento será feito com recursos do superávit financeiro do governo, sem impactar o Orçamento federal.
Os interessados devem procurar as instituições financeiras para solicitar o financiamento, e a Finep publicará uma lista de equipamentos e projetos que poderão ser financiados.
O que poderá ser financiado
A linha de crédito tem como objetivo modernizar as propriedades rurais, permitindo investimentos em tecnologias como agricultura de precisão, máquinas automatizadas e sistemas de rastreabilidade. Essas inovações visam aumentar a produtividade e a sustentabilidade no setor agrícola.
Juros e prazo
Os financiamentos terão prazo de até cinco anos para pagamento, com parcelas anuais e sem período de carência. Os juros serão compostos pela Taxa Referencial (TR) e podem chegar a 7,12% ao ano, dependendo da instituição financeira.
O risco de inadimplência ficará com o banco que conceder o crédito, garantindo que o governo não assuma essa responsabilidade.











