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Tarifaço dos EUA de 12,5% sobre produtos brasileiros gera crise
Imagem: Reprodução
Mundo

Tarifaço dos EUA de 12,5% sobre produtos brasileiros gera crise

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Os Estados Unidos anunciaram um novo tarifaço de 12,5% sobre produtos brasileiros, que se soma à sobretaxa de 25% já em vigor. A medida, confirmada pelo governo de Donald Trump, é parte de uma investigação sobre trabalho forçado conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). As novas tarifas entram em vigor à 0h01 desta sexta-feira, 24 de julho, no horário de Washington.

Com essa combinação de tarifas, algumas exportações brasileiras enfrentarão uma carga total de 37,5%. A decisão impacta diretamente setores industriais e exportadores do Brasil, que já previam perdas significativas com a primeira taxa. O governo brasileiro se vê, assim, em uma posição desafiadora no comércio internacional.

Impactos e Reações no Brasil

A nova tarifa é resultado de uma investigação que abrange diversos países, mas a combinação das taxas representa um desafio particular para o Brasil. O governo dos EUA excluiu 471 produtos de 20 categorias da nova tarifa, incluindo café, madeira, petróleo e fertilizantes, mas a pressão sobre outros setores permanece alta.

O Brasil não é o único país afetado; 60 nações estão sob a mira da nova ofensiva comercial dos EUA. Os países que enfrentam a tarifa de 12,5% incluem, além do Brasil, outras 53 nações, enquanto Canadá e União Europeia terão tarifas de 10%. Essa abordagem revela uma estratégia comercial mais ampla dos EUA.

Em resposta, o governo Lula manifestou sua rejeição à medida, acusando o USTR de manipular questões de direitos humanos para justificar ações protecionistas. O Brasil, que é reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) por seu compromisso no combate ao trabalho forçado, promete acionar a Lei de Reciprocidade para responder à nova tarifa.

Os próximos passos do governo brasileiro incluem reuniões com setores afetados e a avaliação de um pacote de apoio econômico. A estratégia é equilibrar medidas de socorro à indústria com a manutenção de canais diplomáticos abertos, visando futuras negociações com os Estados Unidos.

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