O Brasil registrou superávit de pouco mais de US$ 7 bilhões na balança comercial em julho de 2026. O resultado foi obtido com exportações de US$ 34,1 bilhões e importações de US$ 27,1 bilhões, segundo dados atualizados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
A corrente de comércio, que reúne exportações e importações, somou US$ 61,17 bilhões no mês. O valor representa crescimento de 6,8% em relação a julho de 2025. As exportações aumentaram 6,2%, enquanto as importações avançaram 7,6% na mesma comparação.
Entre as exportações, houve crescimento de 9,3% na agropecuária, impulsionado principalmente pelas vendas de soja, que aumentaram cerca de US$ 870 milhões. Na indústria extrativa, destacou-se a ampliação das negociações de óleo bruto de petróleo, com alta de US$ 960 milhões. Já na indústria de transformação, o principal destaque foram as vendas de óleos combustíveis, também com crescimento de US$ 960 milhões. Nesse segmento, o aumento percentual das exportações superou 63%.
As importações foram puxadas principalmente pelo aumento nas compras de óleos combustíveis de petróleo, que cresceram US$ 500 milhões; máquinas de processamento automático de dados e suas unidades, com alta de US$ 320 milhões; medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários, também com avanço de US$ 320 milhões; válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos e transistores, com aumento de US$ 290 milhões; e polímeros de etileno em formas primárias, que cresceram US$ 150 milhões.
A China permaneceu como principal parceiro comercial do Brasil em julho, concentrando quase um terço das exportações brasileiras. As vendas ao país somaram mais de US$ 10,7 bilhões, alta de 8,6% em relação ao mesmo mês de 2025.
Os Estados Unidos foram o destino de 10,7% das exportações brasileiras em julho, mas registraram queda de 5% na comparação anual. Segundo os dados, esse recuo ainda não reflete os efeitos do novo aumento de tarifas do governo norte-americano, que entrou em vigor em 22 de julho. O impacto deverá aparecer nas vendas de agosto, cujos resultados serão divulgados no início de setembro.
As exportações brasileiras para a Argentina também recuaram em julho, com redução de quase US$ 230 milhões, equivalente a uma variação negativa de 13,9% em relação a julho do ano passado. O resultado ocorreu em meio a uma nova fase de tensão entre os governos dos dois países, após sucessivas declarações do presidente argentino, Javier Milei, contra o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. O episódio levou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil a rebaixar as relações diplomáticas com Buenos Aires.
No acumulado de janeiro a julho de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 49 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 218,6 bilhões, com alta de 10,5%, e as importações totalizaram US$ 169,5 bilhões, crescimento de 5,5%. A corrente de comércio alcançou US$ 388,1 bilhões, avanço de 8,2%.











