
Quando falamos em folclore, é comum pensarmos imediatamente em personagens como o Saci-Pererê, a Cuca ou o Curupira. Mas o folclore vai muito além das lendas e dos mitos.
A palavra folclore vem do inglês folk-lore, expressão proposta em 1846 por William John Thoms, reunindo folk (povo) e lore (saber, conhecimento). O termo passou a ser utilizado para designar saberes, costumes, crenças, histórias, festas, manifestações artísticas e tradições transmitidos oralmente de geração em geração.
Como essas tradições são transmitidas e recriadas ao longo do tempo, elas também podem apresentar diferentes versões de acordo com cada região do Brasil.
Um exemplo clássico dessa variação é a lenda do Saci-Pererê. Conhecido nos quatro cantos do país, o Saci pode ser chamado por diferentes nomes, como Saci-Cererê, Matimpererê, Matita Perê, Saci-Saçurá e Saci-Trique.
Sejam lendas, festas, crenças ou costumes, o fato é que o Brasil possui uma cultura riquíssima, cujo potencial ainda não foi explorado de forma expressiva. E, quando isso acontece, podem surgir obras-primas como Macunaíma, O Auto da Compadecida ou mesmo imagens que se tornaram símbolos da cultura brasileira, como Abaporu, de Tarsila do Amaral.
Portanto, se você é artista ou produtor de algum tipo de arte, pense nisso: mostrar nossa cultura é mais do que valorizar o que é nosso. É também contribuir para que ela continue viva, seja recriada e continue a alcançar novas gerações.











