O mercado financeiro brasileiro registrou uma queda significativa na quinta-feira, 7 de maio, com o Ibovespa recuando mais de 2%, atingindo seu menor nível desde o final de março. A forte desvalorização do petróleo no exterior e as incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã contribuíram para o clima de aversão ao risco entre os investidores.
O principal índice da bolsa, o Ibovespa, fechou em 183.218 pontos, uma queda de 2,38%. Durante o dia, o índice chegou a marcar 182.868 pontos, refletindo a pressão sobre ações de empresas do setor financeiro e de energia. O volume financeiro negociado foi de R$ 32,08 bilhões.
Impacto do Petróleo e Balanços Corporativos
A queda nos preços do petróleo afetou diretamente as ações da Petrobras e de outras petrolíferas, que têm grande peso na composição do Ibovespa. A expectativa de um acordo temporário entre os EUA e Irã para interromper o conflito no Oriente Médio inicialmente trouxe alívio, mas a volatilidade do mercado permaneceu alta.
Além disso, os balanços de grandes empresas do setor financeiro e de energia mostraram resultados abaixo do esperado, intensificando a pressão sobre o mercado. Em Nova York, o índice S&P 500 também fechou em queda, com uma desvalorização de 0,38%.
O dólar comercial, por sua vez, apresentou leve alta de 0,05%, encerrando o dia cotado a R$ 4,923. Apesar da oscilação, a moeda americana acumula uma queda de 10,31% em relação ao real no ano de 2026.
Durante a manhã, o dólar chegou a cair para R$ 4,89, mas a incerteza em torno das negociações no Oriente Médio fez com que a moeda voltasse a oscilar. Informações sobre a possível retomada de operações de escolta a navios comerciais no Estreito de Ormuz aumentaram a cautela dos investidores.
O governo iraniano, por sua vez, afirmou que ainda está avaliando as propostas dos EUA para encerrar o conflito, enquanto intensifica o controle sobre embarcações na região. A situação continua em apuração, e novos desdobramentos podem impactar o mercado financeiro nos próximos dias.











