Nepal busca 121 trabalhadores de hidrelétricas que podem estar presos em túneis
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial para esta matéria.
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Nepal busca 121 trabalhadores de hidrelétricas que podem estar presos em túneis

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Equipes de resgate do Nepal procuram nesta segunda-feira (7) 121 trabalhadores de usinas hidrelétricas que podem estar presos em túneis, após enchentes devastarem cidades e vilarejos na fronteira do Himalaia com a China. Ao todo, cerca de 900 pessoas estão desaparecidas em projetos hidrelétricos.

Os resgates realizados nos últimos dias aumentaram a esperança das equipes, no 13º dia após o desastre, tradicionalmente considerado o último dia de luto nos ritos hindus pelas centenas de mortos nas enchentes.

Segundo as equipes de resgate do Exército, os 121 trabalhadores podem estar dentro dos túneis. Outros desaparecidos podem ter trabalhado em diferentes áreas das usinas. Entre os procurados estão quatro das seis pessoas desaparecidas no projeto hidrelétrico de Chilime, no distrito de Rasuwa, uma das regiões mais atingidas.

À Reuters, o parlamentar Shri Ram Neupane, que participa dos esforços de resgate, afirmou que as autoridades obtiveram equipamentos especializados e identificaram as técnicas necessárias para a operação em Chilime. As equipes acreditam que ainda possa haver sobreviventes nos túneis, muitos dos quais têm bolsas de ar, espaços e salas onde as pessoas poderiam ter buscado abrigo.

Nos últimos dias, quatro pessoas foram resgatadas no Nepal. Um cidadão chinês foi retirado de um túnel no sábado (5), enquanto dois trabalhadores de uma usina hidrelétrica foram encontrados em outro túnel na sexta-feira (4). No sábado, uma mulher nepalesa também foi retirada com vida de uma casa soterrada.

Órgãos do governo nepalês e representações diplomáticas do país no exterior hastearam a bandeira nacional a meio-mastro para marcar o 13º dia após as mortes, informou o Ministério do Interior. A data é considerada o último dia de luto pelos fiéis hindus e é marcada por rituais e oferendas de alimentos.

O desastre ocorreu em 26 de agosto, quando uma grande massa de lama e rochas, após o desabamento de parte de uma geleira, atingiu um rio na fronteira entre o Nepal e a região do Tibete, na China. As enchentes destruíram cidades e vilarejos e cobriram estradas e rodovias com lama e detritos. Pelo menos 1.380 pessoas morreram, e mais de 5.500 estão desaparecidas no Nepal e no Tibete.

O Nepal solicitou à comunidade internacional suprimentos urgentes, como drones de alta capacidade, pontes Bailey, kits para testes de DNA, trajes para resgate em túneis e materiais para prevenção de epidemias, informou o Ministério das Relações Exteriores.

Na China, equipes de resgate recuperaram mais 12 corpos no domingo (6), enquanto prosseguiam as buscas por centenas de desaparecidos no Tibete. Muitos são indianos ou pessoas de origem indiana que estavam na região para visitar o Lago Mansarovar e o Monte Kailash, locais sagrados de peregrinação hindu.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que o país continuará os esforços de busca e resgate e tratará das questões relacionadas ao período pós-desastre. Segundo ela, Pequim divulgará informações atualizadas sobre a situação e as operações. No domingo, a China convidou jornalistas de oito veículos estrangeiros, incluindo a Reuters, para visitar as principais áreas afetadas.

O governo do Nepal não organizou eventos de maior porte para o último dia de luto, porque as operações de busca e resgate continuam. “Não há programas governamentais organizados, pois as operações de resgate e busca ainda estão em andamento nas áreas atingidas pelas enchentes”, disse Phanindra Paudel, do Centro Nacional de Operações de Emergência, à Reuters.

O presidente Ram Chandra Paudel, chefe de Estado cerimonial, visitou nesta segunda-feira as áreas atingidas para avaliar os danos, informou seu assessor. Em Nuwakot, um dos dois distritos mais afetados, agentes de segurança transferiram 923 presos para um prédio em área elevada antes que as águas invadissem a unidade prisional, em 26 de agosto, segundo o primeiro-ministro Balendra Shah.

Shah também informou que as autoridades capturaram 50 presos que romperam muros e portões da prisão quando a enchente começou. Eles haviam fugido cerca de 100 metros.

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