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Detento acusado de matar morador durante invasão é encontrado morto em cela de Patrocínio
Foto original adaptada visualmente por IA.
Uberlândia

Detento acusado de matar morador durante invasão é encontrado morto em cela de Patrocínio

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Um jovem de 22 anos foi encontrado morto no início da manhã da última sexta-feira (4), dentro de uma cela da Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares, em Patrocínio, no Alto Paranaíba.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), o corpo foi localizado por volta das 7h30, durante a abertura do pavilhão. O detento estava caído no chão e apresentava uma das pernas aparentemente fraturada.

A direção da unidade prisional isolou a cela e instaurou um procedimento administrativo interno para apurar as circunstâncias da morte. A causa ainda não foi determinada e depende do laudo da Perícia Técnica da Polícia Civil.

O jovem havia sido admitido no presídio em 12 de agosto de 2026 e aguardava a realização de um novo júri popular. Ele respondia pela morte de Irineu Coelho de Jesus, ocorrida em janeiro de 2022, no bairro Céu Azul, em Lagoa Grande.

De acordo com o caso, o acusado tinha 18 anos na época e teria invadido a casa da vítima pela janela do banheiro para cometer um furto. Ao ser surpreendido pelo morador, ele teria pegado uma faca sobre o balcão da cozinha e desferido dois golpes fatais no pescoço dele.

Após o crime, o jovem fugiu levando o celular da vítima, mas foi localizado horas depois pela Polícia Militar com marcas de sangue nas roupas.

O detento chegou a ser condenado a mais de 21 anos de prisão. No entanto, em abril deste ano, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) anulou o julgamento.

A anulação ocorreu porque o Ministério Público sustentou a tese de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, durante o Tribunal do Júri. Com isso, os jurados o condenaram por um crime diferente daquele previsto na pronúncia formal, que era homicídio qualificado.

Com a anulação do processo, a Justiça determinou a realização de um novo júri e manteve o réu preso preventivamente até a definição da nova data.

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