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Debate ao governo de Minas tem críticas a ausências e propostas para saúde, mineração e ed…
Foto original adaptada visualmente por IA.
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Debate ao governo de Minas tem críticas a ausências e propostas para saúde, mineração e ed…

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O debate entre candidatos ao Governo de Minas Gerais realizado pela Record Minas nesta segunda-feira (21) foi marcado pela ausência de quatro dos seis nomes convidados e pelo confronto de propostas entre Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD), os únicos participantes presenciais.

O encontro foi exibido durante o programa Balanço Geral MG e mediado pelo jornalista Lair Rennó. Além de Gabriel Azevedo e Mateus Simões, foram convidados Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL) e Patrus Ananias (PT), conforme critérios de representatividade previstos na legislação eleitoral.

Logo no início, os dois candidatos presentes criticaram as ausências e classificaram a decisão dos adversários como uma estratégia política. Simões afirmou que lamentava a falta dos candidatos e disse não acreditar que a ausência tivesse ocorrido por covardia, mas por conveniência. Segundo ele, os adversários considerariam que não precisavam prestar contas sobre o que pretendem fazer.

Flávio Roscoe não participou por motivo de saúde. O candidato do PL estava internado desde sábado (19) para tratamento de pneumonia e testou positivo para Covid-19. De acordo com a campanha, a participação foi descartada como medida de precaução.

Cleitinho não havia confirmado presença no debate. Patrus Ananias informou à emissora, uma hora antes do início, que não compareceria. Já a assessoria de Alexandre Kalil comunicou que ele também não participaria por causa da ausência dos demais adversários.

O debate havia sido planejado para reunir os seis candidatos e seria dividido em quatro blocos.

Entre as propostas apresentadas, Gabriel Azevedo e Mateus Simões defenderam a descentralização dos serviços públicos, com atenção a regiões como a Zona da Mata. A ampliação da telemedicina para áreas mais afastadas dos grandes centros esteve entre as ideias discutidas.

Também foi debatida a realização de exames diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A proposta de Simões prevê que os pacientes possam fazer nas próprias unidades procedimentos e exames básicos, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outros pontos da rede.

A construção e o uso de hospitais regionais também foram mencionados como alternativas para descentralizar o atendimento. Durante o debate, foi citado que o Norte de Minas ainda não conta com um hospital regional desse tipo.

Na área de mineração, Gabriel Azevedo defendeu que Minas Gerais avance na industrialização dos produtos extraídos no estado. Para ele, não seria suficiente continuar enviando o minério bruto para outras regiões ou países. A proposta é processar e transformar o material dentro de Minas, agregando valor à produção e gerando empregos.

As terras raras também foram abordadas. Mateus Simões citou um projeto estimado em cerca de R$ 2 bilhões para o setor em Araxá, no Triângulo Mineiro.

Na educação, os candidatos discutiram a permanência de crianças e adolescentes nas escolas estaduais. Gabriel Azevedo defendeu a melhoria da qualidade do ensino, com investimentos na preparação dos professores e na atualização das metodologias utilizadas em sala de aula.

O candidato também mencionou o projeto de Tarifa Zero para estudantes do ensino médio. Segundo ele, a proposta busca facilitar o deslocamento dos alunos e contribuir para a permanência na escola.

Mateus Simões apontou o ensino técnico e profissionalizante como uma das prioridades para a educação estadual. A proposta é ampliar a formação dos estudantes para o mercado de trabalho.

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