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Yomi no Tsugai aposta em nostalgia de Fullmetal Alchemist, mas tem ritmo lento
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial para esta matéria.
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Yomi no Tsugai aposta em nostalgia de Fullmetal Alchemist, mas tem ritmo lento

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Yomi no Tsugai, também conhecido como Daemos of the Shadow Realm, chegou à primeira temporada sob forte expectativa. A obra é assinada por Hiromu Arakawa, autora de Fullmetal Alchemist, considerado por muitos um dos maiores sucessos da história dos mangás e animes.

Entre abril e setembro de 2026, a série exibiu 24 episódios pela Crunchyroll e, posteriormente, também passou a ser disponibilizada na Netflix. A produção busca conquistar novos fãs e alcançar o público que sente falta de Fullmetal Alchemist.

O mangá começou a ser publicado no Japão no fim de 2021 e continua em circulação pela revista Monthly Shonen Gangan. Por isso, ainda é cedo para dimensionar o impacto que a obra terá. No anime, a produção ficou a cargo do estúdio Bones, o mesmo de Fullmetal Alchemist, com direção de Masahiro Ando.

A combinação resulta em uma identidade visual marcada por referências aos animes dos anos 2010 e em uma atmosfera nostálgica. A própria história reforça essa sensação ao colocar uma dupla de irmãos como protagonistas: Yuru e Asa.

Os dois são separados ainda no início da vida após ataques violentos à vila onde vivem. A definição de quem está lutando contra quem se desenvolve ao longo dos 24 episódios e deve continuar além da primeira temporada. A jornada tem muitas reviravoltas, além de cenas com bastante sangue e violência, em uma abordagem visualmente mais pesada que o universo militarizado de Fullmetal Alchemist.

Apesar disso, a narrativa avança de forma cadenciada e não demonstra pressa para apresentar o universo. O ritmo não chega a ser considerado ruim, mas pode desagradar ao público acostumado a vídeos curtos e a histórias que avançam rapidamente, já que a série dedica vários minutos à contextualização e ao desenvolvimento dos personagens coadjuvantes que acompanham Asa e Yuru.

Outro ponto levantado na avaliação é a recorrência de vilões que, pouco depois de serem apresentados, tornam-se aliados ou figuras mais empáticas. Essa escolha acaba reduzindo a sensação de ameaça ao longo da temporada, enquanto as forças que realmente movimentam os conflitos demoram a ser reveladas.

Os Tsugai são criaturas ligadas aos seus mestres e com poderes variados, em uma dinâmica comparável à de Pokémon. Entre eles estão os Lordes Direcionais que acompanham Yuru, considerados menos empolgantes tanto visual quanto tematicamente. Por outro lado, outros personagens contam com Tsugai de maior destaque, como o mordedor que acompanha Gabi.

Para quem sente falta dos animes dos anos 2010 ou considera Fullmetal Alchemist uma obra marcante, Yomi no Tsugai aparece como uma recomendação natural. Já para os demais espectadores, é necessário considerar que, apesar do primeiro episódio explosivo, a série adota um desenvolvimento lento e mantém um senso de ameaça menos constante. O mistério sobre o desaparecimento dos pais dos protagonistas, por si só, não sustenta toda a tensão da temporada.

Fora essas ressalvas, Yomi no Tsugai é um shonen de qualidade, produzido com o cuidado esperado do estúdio Bones.

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