Lito Sousa pediu que cinzas fossem divididas entre Congonhas, Guarulhos e local reservado
Foto original adaptada visualmente por IA.
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Lito Sousa pediu que cinzas fossem divididas entre Congonhas, Guarulhos e local reservado

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Mila Seidl, viúva de Lito Sousa, revelou neste domingo (4) como pretende cumprir o desejo deixado pelo influenciador e especialista em aviação para o destino de suas cinzas após a cremação. Lito morreu aos 59 anos na quinta-feira (1º), em São Paulo, depois de enfrentar uma rara e grave doença neurológica.

Segundo Mila, as cinzas serão divididas entre três locais ligados à trajetória profissional e pessoal do especialista: os aeroportos de Congonhas e Guarulhos e um terceiro endereço, que não foi divulgado.

A declaração foi feita enquanto a empresária manifestava apoio à campanha nas redes sociais para que o Aeroporto Internacional de Guarulhos receba o nome de Lito Sousa. Ele trabalhou no local por cerca de 30 anos, período em que também surgiram algumas das ideias que deram origem ao projeto “Aviões e Músicas”, responsável por torná-lo conhecido nas redes sociais.

“Eu vejo com muito amor essa ideia. O aeroporto de Guarulhos tem uma representação na vida dele inexplicável. Ele trabalhou lá por três décadas. Inclusive, ele pediu que as cinzas dele fossem jogadas um pouco em Congonhas, onde ele começou, um pouco em Guarulhos e um pouco em algum lugar que tivesse uma representação especial para mim”, contou Mila em uma publicação nos stories.

Congonhas foi o local onde Lito deu os primeiros passos na carreira na aviação. Guarulhos teve importância por concentrar cerca de três décadas de sua atuação profissional. Já o terceiro espaço terá um significado íntimo para Mila e para Malone, filho de sete anos que Lito deixou.

O velório ocorreu na sexta-feira (2), na Zona Norte de São Paulo. Durante a despedida, Mila falou sobre a rápida evolução da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurológica rara, degenerativa e de progressão acelerada.

“É uma doença avassaladora. Em dias, ela muda todo o cenário. Então, foi muito difícil, difícil mesmo”, declarou a viúva durante o velório, conforme divulgado pela revista Quem.

Lito havia revelado publicamente, em 20 de julho, um diagnóstico inicial de câncer de próstata. Durante a internação no Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, ele apresentou outros sintomas, como inflamação no sistema nervoso central, dormência no braço esquerdo e perda parcial dos movimentos.

Em 21 de agosto, Mila confirmou que o diagnóstico havia sido atualizado para doença de Creutzfeldt-Jakob. A família passou a buscar alternativas para tentar conter a evolução do quadro, enquanto seguidores ajudaram nas buscas por tratamentos experimentais e pela possibilidade de participação em estudos clínicos nos Estados Unidos.

Em 4 de setembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação de uma substância experimental que seria usada no tratamento. A doença, porém, se agravou antes que o produto apresentasse qualquer resultado significativo. O atendimento domiciliar foi interrompido, e Lito voltou a ser internado.

Em 26 de setembro, Mila relatou que não havia ocorrido melhora mesmo após o recebimento da substância em fase de testes. Cinco dias depois, em 1º de outubro, Lito morreu em São Paulo.

Além da carreira na aviação, Lito ficou conhecido por compartilhar nas redes sociais informações, curiosidades e experiências relacionadas ao setor, reunindo uma comunidade de seguidores interessados no universo da aviação.

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