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Brazilian Phonk ganha força no exterior e muda caminho de circulação da música brasileira
Foto original adaptada visualmente por IA.
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Brazilian Phonk ganha força no exterior e muda caminho de circulação da música brasileira

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O Brazilian Phonk, estilo que combina elementos brasileiros com o phonk e a música eletrônica, vem conquistando espaço em mercados internacionais. A sonoridade passou a circular em países como Estados Unidos, Alemanha, Rússia e México, muitas vezes antes de alcançar grande público no Brasil.

A expansão acompanha uma mudança provocada pelas plataformas digitais, redes sociais e sistemas de recomendação. Atualmente, uma música produzida no Brasil pode encontrar seus primeiros ouvintes a milhares de quilômetros de distância do local onde foi criada.

Ionathan Palatnik acompanhou esse movimento de perto. Empresário com atuação em direitos autorais, gestão artística e novos negócios da indústria musical, ele apostou no segmento à frente da VYRUS, quando o Brazilian Phonk começava a chamar atenção principalmente fora do país.

A empresa passou a trabalhar com produção, distribuição e aquisição de catálogos ligados ao gênero. Atualmente, o catálogo da companhia acumula bilhões de streams. Mais de dez músicas chegaram ao Top 50 do Spotify Brasil, enquanto outras apareceram em rankings de diferentes mercados internacionais.

Vídeos em redes sociais, playlists e algoritmos permitem que uma mesma faixa seja apresentada simultaneamente a públicos de vários países. Com isso, a nacionalidade do artista deixou de determinar onde uma música precisa começar a fazer sucesso.

Formado em Direito, Ionathan iniciou sua trajetória no setor musical longe dos palcos, concentrando-se em contratos, propriedade intelectual, direitos autorais e relações comerciais. “Eu acredito em valores simples: clareza, parceria, palavra empenhada. Me considero old school, e isso parece ser muito disruptivo hoje em dia”, afirmou o empresário à COOL Magazine.

Aos 31 anos, Palatnik está à frente de três operações ligadas a diferentes áreas da indústria musical: VYRUS, ObraDigital e CAPITAL. Fundada em 2022, a ObraDigital atua na gestão de direitos autorais e reúne mais de 600 autores e 10 mil obras.

Já a CAPITAL funciona como uma gravadora boutique dedicada ao desenvolvimento e à gestão de artistas, com atuação em repertório, posicionamento, conteúdo e estratégia de carreira. Em 2026, a empresa firmou uma parceria com a Warner Music Brasil, conectando sua estrutura independente à distribuição da companhia fonográfica.

O crescimento do Brazilian Phonk ocorre paralelamente ao fortalecimento de estruturas independentes na indústria. Artistas e produtores passaram a contar com mais alternativas para distribuir músicas, alcançar novos públicos e identificar rapidamente os mercados em que suas faixas estão encontrando audiência.

Em artigo publicado na Billboard Brasil, Ionathan abordou o avanço da música independente e defendeu a necessidade de uma nova geração de empresários capaz de “resolver a dor desses artistas de forma profissional”.

O Brazilian Phonk simboliza essa nova configuração. Uma música criada no Brasil pode viralizar em outro continente, formar uma audiência internacional e só depois conquistar maior atenção do público brasileiro. Em um cenário de plataformas globais, o próximo hit nacional não precisa necessariamente começar sua trajetória no país.

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