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Meta apresenta modelos Muse Wonder para disputar mercado de inteligência artificial avança…
Foto original adaptada visualmente por IA.
Inteligência Artificial

Meta apresenta modelos Muse Wonder para disputar mercado de inteligência artificial avança…

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A Meta apresentou nesta segunda-feira (12) dois novos modelos de inteligência artificial (IA): Muse Wonder e Muse Wonder Full. Segundo a empresa, as ferramentas tiveram desempenho próximo ao dos sistemas mais avançados da Anthropic em testes de raciocínio, escrita e programação.

O lançamento faz parte da estratégia da companhia de Mark Zuckerberg para reforçar sua divisão de IA e ampliar as possibilidades de receita além da publicidade on-line. Os modelos serão integrados a produtos da Meta, como o aplicativo de agentes pessoais Muse e a ferramenta de programação Muse Code, com diferentes opções de assinatura.

O desenvolvimento do Muse Wonder começou após a contratação de Alexandr Wang, fundador da Scale AI, para o cargo de diretor de inteligência artificial da Meta, em junho de 2025. A família é a segunda série de modelos lançada pela divisão liderada por Wang e a primeira apresentada explicitamente pela empresa como concorrente dos chamados sistemas de fronteira, ou frontier models.

Esses sistemas estão entre os mais avançados da área e normalmente exigem grande capacidade computacional. De acordo com a Meta, o Muse Wonder também apresenta avanços importantes em programação em relação às versões anteriores da empresa.

O modelo foi desenvolvido para aprimorar agentes pessoais e profissionais capazes de executar tarefas em nome dos usuários. Em entrevista à CNBC, Wang afirmou que o treinamento buscou preparar o sistema para tentar abordagens alternativas diante de obstáculos, em vez de interromper a atividade e pedir orientações.

Entre os exemplos citados pelo executivo estão tarefas como fazer reservas em restaurantes e verificar disponibilidade. A proposta é permitir que os agentes lidem melhor com imprevistos durante a execução dessas atividades.

O Muse Wonder será incorporado a partes do aplicativo Muse, lançado no mês anterior. Embora o aplicativo tenha uma versão gratuita, o acesso ao novo modelo exigirá uma assinatura mensal de US$ 20 ou US$ 100. A ferramenta também será disponibilizada a desenvolvedores por meio da Meta Model API.

Wang afirmou que o acesso pela API terá preço superior ao das assinaturas convencionais, por se tratar de um sistema maior e de nível avançado. Ainda segundo ele, o custo ficará significativamente abaixo do cobrado pelos principais modelos da OpenAI e da Anthropic.

O Muse Wonder Full será a versão mais potente da nova família. O acesso ficará restrito a desenvolvedores que assinarem o Muse Code, ferramenta de IA voltada à engenharia de software. Os planos citados pela CNBC custam US$ 50 ou US$ 200 por mês.

A Meta também destacou medidas de segurança para os novos modelos. Em publicação no blog da empresa, afirmou que a tecnologia oferece suas proteções mais robustas até o momento contra usos indevidos relacionados à segurança cibernética. Por enquanto, essas medidas estão disponíveis apenas na versão paga.

A equipe de Wang ainda acompanha incidentes e problemas relacionados ao uso do Muse. Usuários reclamaram nas redes sociais que o agente teria acessado mensagens pessoais sem autorização, alegação contestada pela empresa.

Segundo Wang, a Meta está orientando os usuários sobre o funcionamento do aplicativo e as permissões concedidas durante as conversas. O executivo afirmou que algumas pessoas podem ter autorizado determinadas comunicações anteriormente e depois se esquecido dessa autorização.

Durante o desenvolvimento do Muse Wonder, a Meta enfrentou atrasos. Em julho, a empresa suspendeu uma etapa de treinamento conhecida como pré-treinamento, adiando o lançamento dos modelos para outubro, conforme informações publicadas anteriormente pelo The New York Times.

Os modelos tinham o codinome interno Watermelon e representam mais uma etapa da estratégia da Meta para ampliar sua presença no mercado de IA. A empresa também pretende aumentar a venda de serviços de inteligência artificial para outras companhias, em um segmento no qual OpenAI e Anthropic já ocupam posições relevantes.

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