Nvidia, Meta e Apple anunciam novos modelos abertos de inteligência artificial nos EUA
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Inteligência Artificial

Nvidia, Meta e Apple anunciam novos modelos abertos de inteligência artificial nos EUA

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A Nvidia anunciou três novos modelos abertos de inteligência artificial voltados à criação de agentes de IA para empresas. No mesmo dia, a Meta apresentou um modelo de pesos abertos e informou que firmou uma parceria com a Apple para permitir sua execução local em computadores Mac de alto desempenho.

Os lançamentos ampliam a oferta de soluções de inteligência artificial desenvolvidas nos Estados Unidos. Ainda não está claro, porém, se os novos modelos serão capazes de atrair usuários de alternativas chinesas, que têm custo mais baixo. Especialistas avaliam que a customização de modelos abertos pode, em algumas situações, superar a eficiência de grandes sistemas proprietários fechados.

Nvidia apresenta modelos da família Nemotron

Os três modelos anunciados pela Nvidia integram a família Nemotron. Entre eles está o Nemotron 3.5 Super VL, desenvolvido para tarefas que exigem agentes de IA em operação contínua. Segundo a empresa, o sistema é mais rápido em atividades de longa duração e consegue processar textos, imagens e vídeos.

Kari Briski, vice-presidente de software de inteligência artificial generativa para empresas da Nvidia, afirmou que a companhia pretende continuar lançando modelos abertos aprimorados. “Esta é uma mensagem para desenvolvedores, nossos parceiros e empresas de que eles podem contar conosco”, disse a executiva em nota.

De acordo com Briski, o interesse pelos modelos Nemotron aumentou porque eles são desenvolvidos nos Estados Unidos e permitem a inspeção dos dados subjacentes. Órgãos públicos e instituições financeiras demonstram preocupação especial com o uso de modelos chineses.

Empresas adaptam modelos com dados próprios

Atlassian, CrowdStrike, Dassault Systèmes, Salesforce e Synopsys estão entre as empresas que adaptaram o Nemotron com dados próprios, segundo o The Wall Street Journal.

O processo, conhecido como fine-tuning ou ajuste fino, adapta um modelo já existente para melhorar seu desempenho em tarefas específicas. Segundo Briski, essa personalização pode produzir resultados melhores do que o uso de modelos de ponta por atender às necessidades particulares de cada empresa.

A estratégia permite direcionar o modelo para atividades específicas de cada setor, incorporar informações próprias ao processo de adaptação e modificar um sistema existente sem a necessidade de desenvolvê-lo do zero.

Meta e Apple apostam em processamento local

O novo modelo de pesos abertos anunciado pela Meta poderá ser executado localmente em computadores Mac de alto desempenho, em colaboração com a Apple. Nesse formato, o processamento ocorre no próprio dispositivo, sem depender integralmente de servidores remotos.

A execução local de sistemas de inteligência artificial pode ampliar a privacidade e a velocidade no processamento de dados sensíveis. As iniciativas da Meta e da Apple, junto com os lançamentos da Nvidia, aumentam as opções de modelos americanos para empresas e desenvolvedores.

Ainda não há informações suficientes para determinar se as novidades conseguirão competir com as alternativas chinesas de menor custo.

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