Museu Nacional promove debate com comunidades quilombolas sobre reconstrução
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Cultura

Museu Nacional promove debate com comunidades quilombolas sobre reconstrução

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O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro realiza, nesta quarta e quinta-feira (28 e 29), a terceira edição do evento “Diálogos da Reconstrução”. A programação reúne diferentes povos para discutir formas de transmitir seus conhecimentos dentro da instituição.

A proposta é que os grupos participantes contribuam com o processo de reconstrução do museu, fechado desde 2018 após um incêndio de grandes proporções. A iniciativa busca valorizar e difundir saberes, práticas e narrativas dessas comunidades.

Nesta edição, o foco está nas comunidades quilombolas, com debates sobre preservação da memória, produção cultural e transmissão de conhecimentos. Um dos destaques da programação é a doação do acervo pessoal de Mãe Bernadete ao Museu Nacional.

Ialorixá e líder comunitária, Mãe Bernadete foi assassinada em 2023 e se tornou referência na luta pelos direitos dos povos quilombolas.

Para a historiadora do Museu Nacional Michele de Barcelos Agostinho, a participação de diferentes povos brasileiros é fundamental para a reconstrução da instituição. “O Museu Nacional é o museu mais antigo da América Latina, sofreu um grande incêndio em 2018. A gente está nesse processo de reconstrução e a gente quer um museu que seja plural, polifônico, diverso, democrático, então ter a participação desses grupos para nós é fundamental”, afirmou.

A historiadora também destacou a necessidade de ampliar o conhecimento da sociedade sobre a cultura quilombola. Segundo ela, embora muitas pessoas associem quilombo principalmente a Palmares, o Brasil tem diversas comunidades remanescentes, incluindo mais de 50 no estado do Rio de Janeiro.

“Então, as pessoas precisam de fato conhecer esses territórios, e não só conhecer o território, mas entender as lutas e os desafios que os grupos que ali vivem enfrentam”, acrescentou.

O evento conta com a parceria da Associação de Comunidades Quilombolas do Rio de Janeiro e da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas.

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