O mercado brasileiro de frango registrou recuperação gradual dos preços ao longo de outubro, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. O movimento foi favorecido pelo maior equilíbrio entre oferta e demanda, segundo avaliação do analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado.
De acordo com o analista, o ajuste na disponibilidade de produto ajudou a sustentar as cotações no Centro-Sul. O Nordeste continuou sendo a região mais fragilizada, apesar de altas pontuais. Iglesias também destacou que o controle do alojamento de pintainhos é importante para evitar pressão sobre a oferta e preservar as margens da atividade.
No atacado, o frango congelado encerrou o mês com preços firmes e relativamente estáveis nas principais regiões do país. A competitividade em relação à carne bovina continuou favorecendo o consumo da proteína, mas o ritmo mais moderado das vendas na segunda quinzena limitou novos reajustes.
Em São Paulo, levantamento da Safras & Mercado apontou alta nos preços dos cortes congelados. No atacado, o quilo do peito passou de R$ 9,50 para R$ 9,95, e o da asa subiu de R$ 12,50 para R$ 13,00. A coxa permaneceu em R$ 7,80. Na distribuição, o peito avançou de R$ 9,75 para R$ 10,05, enquanto a asa foi de R$ 13,00 para R$ 13,50. A coxa continuou em R$ 8,00.
Os cortes resfriados também ficaram mais caros no estado. No atacado, o quilo do peito passou de R$ 9,60 para R$ 10,05, e o da asa, de R$ 12,60 para R$ 13,10. A coxa permaneceu em R$ 7,90. Na distribuição, o peito subiu de R$ 9,85 para R$ 10,15, e a asa, de R$ 13,10 para R$ 13,60. A coxa manteve o preço de R$ 8,10.
O frango vivo também registrou altas em diversas praças. Em São Paulo, o quilo passou de R$ 5,70 para R$ 5,80. Em Mato Grosso do Sul e Goiás, subiu de R$ 5,30 para R$ 5,45. Em Minas Gerais e no Distrito Federal, avançou de R$ 5,40 para R$ 5,50.
Nas regiões integradas do Sul, as cotações ficaram estáveis: R$ 4,75 por quilo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, e R$ 4,65 no Oeste do Paraná. No Nordeste, o Ceará teve alta de R$ 4,75 para R$ 5,50, enquanto Pernambuco passou de R$ 5,00 para R$ 6,00. No Pará, a cotação subiu de R$ 6,25 para R$ 6,50.
As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, somaram US$ 761,442 milhões em 16 dias úteis de outubro, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume embarcado chegou a 395,678 mil toneladas, com média diária de 24,729 mil toneladas.
A receita média diária foi de US$ 47,590 milhões, e o preço médio da tonelada ficou em US$ 1.924,40. Na comparação com outubro de 2025, o valor médio diário cresceu 31,9%, a quantidade média diária avançou 14,8% e o preço médio por tonelada aumentou 14,9%.
Segundo Fernando Iglesias, a regionalização das restrições comerciais relacionadas a focos da doença de Newcastle em Santa Catarina ajudou a limitar os impactos sobre o setor e preservou as perspectivas de embarques recordes.
Para a Safras & Mercado, a combinação entre o avanço das exportações e a recuperação gradual dos preços no mercado interno favorece a avicultura brasileira. A continuidade desse movimento dependerá do equilíbrio entre oferta e demanda, do comportamento das vendas domésticas e das condições de acesso aos mercados internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio.











