Uberlandia, MG Seg, 02 de novembro
21° Máx. 30° · Mín. 21° Céu limpo
Previsão para Uberlândia Hoje: céu limpo
Amanhã, 03/11 31° 19° 27% chuva
qua, 04/11 32° 21° 45% chuva
qui, 05/11 32° 21° 64% chuva
sex, 06/11 32° 21° 76% chuva
sáb, 07/11 32° 21° 92% chuva
dom, 08/11 29° 19° 74% chuva
seg, 09/11 28° 18° 51% chuva
Dados meteorológicos fornecidos por Open-Meteo.
Feijão carioca e preto encerram outubro com baixa liquidez e preços firmes apenas em lotes…
Foto original adaptada visualmente por IA.
Agro

Feijão carioca e preto encerram outubro com baixa liquidez e preços firmes apenas em lotes…

Compartilhar Facebook X WhatsApp Telegram

O mercado brasileiro de feijão terminou outubro com poucas negociações e pouca reação nas cotações. Tanto o feijão carioca quanto o preto encontraram compradores relativamente abastecidos, reposição pontual e resistência dos vendedores em aceitar descontos.

Segundo Evandro Oliveira, analista da Safras & Mercado, os preços têm sustentação principalmente nos lotes de melhor qualidade, mas ainda não há força compradora suficiente para consolidar uma nova valorização. Cor, uniformidade, peneira, umidade e presença de defeitos seguem determinando a disposição dos empacotadores e ampliando a diferença entre os produtos comerciais e os lotes premium.

No feijão carioca, a liquidez foi mínima, e as indicações de preços tiveram dificuldade para se transformar em negócios efetivos. A sustentação ficou concentrada nos lotes extras, especialmente os classificados como notas 9 e 9,5. Já os padrões comerciais enfrentaram maior resistência dos compradores, que priorizaram aquisições pontuais.

No mercado físico, os padrões comerciais foram indicados entre R$ 305 e R$ 325 por saca, CIF São Paulo, na Bolsa. Os lotes de nota 8, com maior incidência de defeitos, ficaram próximos de R$ 305 por saca. Para os produtos de qualidade superior, as pedidas variaram de R$ 350 a R$ 360 por saca, mas não houve volume representativo de negócios para que esses valores fossem considerados referências gerais.

Na origem, em condição FOB, as indicações ficaram entre R$ 345 e R$ 348 por saca no interior de São Paulo. Em Minas Gerais, os preços variaram de R$ 305 a R$ 320 por saca, enquanto Goiás manteve estabilidade. “A diferença entre os padrões reforça que nota de cor e aspectos físicos continuam determinantes para a formação dos preços”, afirmou Oliveira.

A colheita em ritmo lento no sudoeste paulista e as condições de umidade continuam no radar do mercado, pois influenciam a entrada de novos lotes e o risco de comprometimento da qualidade. Lotes de nota 8,5 com 9% de bandinhas chegaram a registrar deságio de até R$ 20 por saca.

A menor disponibilidade de feijão extra permite que os vendedores mantenham pedidas mais elevadas, embora a disposição para reter o produto varie conforme a necessidade de caixa de produtores e agentes comerciais. Para o curto prazo, o retorno das negociações após o feriado será importante para definir o comportamento do mercado. Sem a recomposição dos estoques da indústria e maior presença dos empacotadores, a tendência apontada é de baixa liquidez, pressão sobre os padrões comerciais e resistência nos lotes premium.

O feijão preto também encerrou outubro com pouca circulação de amostras e dificuldade para transformar as referências em operações efetivas. A sustentação dos preços está ligada à resistência dos vendedores, principalmente nos lotes de melhor qualidade, e ao custo mais elevado do produto importado. Apesar disso, a demanda segue cautelosa e os compradores permanecem relativamente abastecidos.

“Assim, o mercado apresenta firmeza nominal, mas ainda não reúne condições para caracterizar uma valorização generalizada”, destacou Oliveira.

Nas principais regiões produtoras, os negócios em Mato Grosso foram indicados em até R$ 285 por saca. No Paraná, as referências ficaram acima de R$ 280 por saca, enquanto em Santa Catarina circularam indicações de até R$ 285 por saca. Lotes mais antigos do Paraná foram apontados entre R$ 290 e R$ 300 por saca, CIF São Paulo.

Na Zona Cerealista, o feijão preto comercial foi indicado entre R$ 270 e R$ 280 por saca. Os lotes de melhor qualidade encontraram sustentação entre R$ 305 e R$ 310 por saca. Já a referência de R$ 320 por saca, CIF São Paulo, permaneceu em discussão, sem se consolidar como preço geral.

“Essas diferenças refletem qualidade, idade dos estoques e condições de comercialização, não devendo ser interpretadas como uma única referência de mercado”, explicou o analista.

A resistência dos vendedores em conceder descontos nos melhores padrões ajuda a manter as cotações nominais, mas a falta de compras em volume limita a liquidez e impede uma valorização mais consistente. A alta do dólar e o encarecimento da reposição do feijão importado oferecem proteção relativa ao produto nacional, mas não substituem a demanda interna como principal fator para uma reação dos preços.

As condições da nova safra também passaram a influenciar as expectativas. No Paraná, o plantio alcançou 76% da área prevista, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), que informou ainda que 70% das lavouras estão em boas condições.

O cenário das próximas semanas dependerá da retomada das compras pela indústria e pelos empacotadores. Enquanto os estoques permanecerem confortáveis, a tendência é de negociações pontuais e preços com pouca capacidade de reação.

Fonte: Portal do Agronegócio.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta
Miramontes 350×750
Notíciasletter
Receba nossas noticias
Um resumo direto no seu e-mail.
Sign In/Sign Up Pesquisar
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...