O empresário Reynaldo Galves Leal, proprietário de empresas do Grupo GSP, foi preso preventivamente pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) nesta quinta-feira (5), no Aeroporto de Uberlândia.
Segundo informações do Paranaíba Mais, ele aguardava o embarque em uma lanchonete do aeroporto quando foi abordado pelos policiais, que cumpriram um mandado de prisão preventiva. O destino do empresário não foi informado.
Após a prisão, Reynaldo foi encaminhado para exame de corpo de delito e, posteriormente, para a Delegacia de Plantão.
A prisão ocorre no contexto da investigação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sobre supostas irregularidades na alteração do projeto de acesso ao Anel Viário Sul de Uberlândia.
Reynaldo é sócio-administrador de diversas empresas do grupo, entre elas a GSP Loteadora, GSP Empreendimentos Imobiliários, GSP Life Botânico Empreendimentos Imobiliários, GSP Life Botânico II Empreendimentos Imobiliários e Residencial Gramado II Empreendimentos Imobiliários.
A reportagem entrou em contato com a loteadora para solicitar esclarecimentos e aguarda um posicionamento da empresa. O momento da prisão foi registrado em vídeo pelo Paranaíba Mais: https://paranaibamais.com.br/wp-content/uploads/2026/11/NOVO-Tamanho-de-imagens-internas-e-destaque-1280-x-720-2026-11-05T190931.377.mp4
Prisão de ex-coordenadora do DER-MG
A investigação sobre uma obra no Anel Viário Sul de Uberlândia teve novos desdobramentos após a prisão da então coordenadora regional do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) em Uberlândia, Patrícia Metz Peixoto, em 15 de outubro deste ano.
Ela foi presa por meio de um mandado de prisão preventiva e já estava afastada das funções por determinação judicial.
O MPMG apura se Patrícia autorizou a substituição de um trevo originalmente previsto no projeto de acesso ao Anel Viário Sul por uma intervenção de menor custo. A suspeita é de que a alteração tenha beneficiado empresas ligadas ao Grupo GSP e de que a ex-servidora tenha recebido vantagens financeiras para viabilizar a mudança.
Suspeita de propina por meio de imóvel de R$ 1,5 milhão
Um dos principais pontos da investigação envolve a compra de uma casa de alto padrão pela ex-coordenadora no condomínio fechado Splendido, empreendimento da GSP Loteadora.
Segundo informações apresentadas pelo MPMG na investigação e mencionadas em uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o imóvel foi adquirido por R$ 1,5 milhão.
Os investigadores identificaram uma possível incompatibilidade entre a renda da servidora e os compromissos financeiros assumidos na compra. O financiamento contratado foi de R$ 1,2 milhão, com prestações mensais de R$ 25.045,47.
Em dezembro de 2024, a remuneração líquida de Patrícia era de R$ 11.528,84. A parcela do imóvel correspondia, portanto, a aproximadamente 2,17 vezes o salário mensal dela.
Ainda conforme a investigação, empresas ligadas ao Grupo GSP e terceiros teriam realizado pagamentos de dívidas particulares da servidora diretamente ao vendedor do imóvel. As movimentações teriam ocorrido por meio de transferências bancárias, dinheiro em espécie e entrega de um veículo.
O MPMG investiga se esses pagamentos representaram vantagens financeiras indevidas em troca de benefícios relacionados à alteração do projeto do Anel Viário Sul.
Matéria atualizada às 21h.











