A cantora Juliette falou sobre a organização financeira do casamento com Kaique Cerveny durante participação no programa Saia Justa, exibido nessa quarta-feira (4/11). Segundo ela, o casal dividiu os custos da celebração e optou pelo regime de separação total de bens.
A decisão provocou opiniões divergentes nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a importância de conversar sobre dinheiro em um relacionamento. “Eu acho que a gente tem que tratar o casamento não só pela relação amorosa, que é muito importante e é a base de tudo, mas é também um contrato”, declarou Juliette.
A cantora afirmou ainda que o casamento envolve obrigações conjuntas e individuais. “No final, você abre uma empresa com essa pessoa, tem obrigações que são conjuntas, a depender moradia, a depender algumas despesas e obrigações, e outras que são individuais. Então, o que é individual mantém e o que a gente vai partilhar na vida, como casal, a gente soma e é muito tranquilo”, disse.
De acordo com a psicóloga Olívia Benetasso, o assunto costuma provocar desconforto, silêncio e brigas. Para ela, essas reações também podem ser projetadas em pessoas públicas que lidam de forma mais aberta com as finanças.
“Essas ideias influenciam os pensamentos automáticos diante do tema e despertam emoções como vergonha, culpa ou medo de julgamento. Com isso, a conversa sobre finanças acaba sendo evitada, e o silêncio se torna uma forma de proteção contra o desconforto, mesmo que isso prejudique o relacionamento”, explicou a especialista, segundo o Metrópoles.
Olívia também destacou que buscar segurança financeira não significa agir por interesse ou egoísmo. Segundo a psicóloga, esse desejo é legítimo, faz parte das necessidades básicas humanas e integra a vida a dois.
No caso de Juliette, a própria cantora relatou que o casal enfrenta especulações relacionadas às diferenças econômicas. Enquanto ela tem maior exposição por ter vencido o BBB 21, Kaique mantém uma vida mais reservada. Essa diferença gerou comentários sobre um possível interesse financeiro por parte dele.
Para a psicóloga, o que deve ser considerado é a intenção de cada pessoa. Quando existe afeto, respeito, troca e diálogo, não há motivo para preocupação.
A especialista afirmou ainda que falar abertamente sobre dinheiro ajuda o casal a identificar compatibilidades e compreender divergências. “Enquanto um parceiro pode acreditar que guardar é sinônimo de responsabilidade, o outro pode entender que gastar com lazer é a melhor forma de aproveitar a vida”, exemplificou.
Por fim, Olívia avaliou que conversas transparentes sobre finanças podem fortalecer diferentes aspectos da relação. “Quando os casais aprendem a conversar sobre finanças com clareza e respeito, fortalecem não apenas a vida financeira, mas também a intimidade e a confiança mútua”, concluiu.











