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BMW apresenta conceito que antecipa futuro da Alpina com V8 e sem limitador de velocidade
Foto original adaptada visualmente por IA.
Carros

BMW apresenta conceito que antecipa futuro da Alpina com V8 e sem limitador de velocidade

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A BMW apresentou o Vision BMW Alpina Coupé, conceito que antecipa os próximos modelos da divisão de luxo e desempenho da Alpina. O protótipo foi revelado no Concorso d’Eleganza Villa d’Este, às margens do Lago de Como, no norte da Itália.

Segundo o Motor1.com, o modelo indica que a Alpina continuará focada em grand tourers refinados, com alto desempenho, conforto para longas viagens e capacidade de rodar em alta velocidade nas autobahnen sem limitador eletrônico.

Com 5,20 metros de comprimento, o conceito tem quatro lugares. Na parte traseira, os passageiros viajam em poltronas individuais separadas por um console central com geladeira.

A plataforma utilizada é derivada do BMW Série 8 (G15), cuja produção foi encerrada no mês passado. A BMW, porém, afirma que o cupê não será produzido exatamente como apresentado. A função do protótipo é servir como um manifesto de design e indicar os caminhos da nova fase da Alpina.

O desenho dianteiro resgata, em uma interpretação moderna, a frente bicuda e o grande spoiler dos BMW 3.0 CSL Alpina do início dos anos 1970. O logotipo com a corneta dupla de um carburador Weber e um virabrequim também foi atualizado, com aparência mais limpa e monocromática, deixando de lado as cores azul e vermelha usadas anteriormente.

As rodas mantêm o tradicional desenho de 20 raios, uma assinatura da Alpina desde 1971. No conceito, elas têm 22 polegadas na dianteira e 23 polegadas na traseira.

Sob o capô está um motor V8 biturbo associado a um sistema híbrido leve. Esse conjunto deverá estrear no primeiro modelo de produção da nova Alpina, provavelmente um sedã derivado do atual BMW Série 7, com lançamento previsto para o próximo ano.

A estratégia inicial não prevê um modelo totalmente elétrico. De acordo com a reportagem, a decisão busca preservar a relação da marca com sua clientela tradicional, historicamente ligada a motores de grande cilindrada, funcionamento suave e desempenho em viagens longas.

Na hierarquia da BMW, a Alpina ficará acima das versões M Performance e próxima dos modelos BMW M mais potentes. A expectativa é que seus veículos tenham motores com mais de 600 cv, mas adotem uma proposta menos radical que a dos esportivos da divisão M, priorizando estabilidade e conforto em alta velocidade em vez de desempenho de pista.

Por isso, os modos de condução terão os nomes “Speed” e “Speed Plus”, em vez de “Sport” e “Sport Plus”. Outra característica será a ausência de limitador eletrônico de velocidade máxima. Segundo a BMW, um Alpina deve poder rodar “tão rápido quanto for possível”. O modo Comfort+ também continuará disponível, com a promessa de oferecer funcionamento ainda mais suave.

O interior segue a proposta de grand tourer luxuoso. O painel Panoramic iDrive ocupa praticamente toda a largura da cabine e inclui uma tela adicional para o passageiro. A interface da Alpina terá identidade própria, com uso discreto das cores azul e verde.

A BMW também confirmou planos para um novo GT totalmente elétrico, previsto para depois de 2030. Até lá, a Alpina pretende manter a combinação de motores V8, conforto elevado e velocidade sem limitações eletrônicas.

A Alpina foi fundada em 1965 por Burkard Bovensiepen, na Baviera, como uma pequena preparadora especializada em kits para BMW. A empresa ganhou destaque rapidamente e levou os BMW Alpina 3.0 CSL, com pintura laranja dos licores Jägermeister, ao Campeonato Europeu de Carros de Turismo, com pilotos como Niki Lauda e Derek Bell.

Em meados de 1973, a BMW criou sua própria divisão esportiva, a BMW Motorsport GmbH, chefiada por Jochen Neerpasch. A partir daquele período, Alpina e a equipe oficial da BMW passaram a disputar corridas, com os carros da marca alemã identificados pelas tradicionais listras tricolores da divisão M.

No fim dos anos 1970, a Alpina deixou de atuar apenas como preparadora e foi reconhecida pelo governo alemão como fabricante de automóveis. A empresa passou a criar versões mais rápidas e luxuosas dos BMW de série, incluindo o B10 BiTurbo, baseado no Série 5 E34 e lançado em 1989, e o B7, derivado do Série 7 G12 e apresentado em 2016. Em suas respectivas épocas, os dois foram considerados os sedãs mais rápidos do mundo.

A produção continuava nas instalações da Alpina em Buchloe, com fornecimento oficial de componentes pela BMW, como monoblocos, motores e transmissões. Na preparadora, os motores eram desmontados e reconstruídos manualmente com pistões forjados, cabeçotes retrabalhados, comandos de válvulas modificados e turbocompressores maiores. Os carros também recebiam suspensão e freios redimensionados, além de uma numeração de chassi própria.

Após a morte do fundador Burkard Bovensiepen, a Alpina foi oficialmente adquirida e integrada ao grupo BMW. O negócio foi concluído no fim do ano passado.

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