Ignorar sinais no treino pode elevar o risco de lesão, alerta o educador físico Filipe Feijó. Muitas pessoas que frequentam academias costumam sentir dores nas articulações, como ombros, joelhos e lombar, e muitas vezes encaram esse desconforto como algo normal. No entanto, é fundamental prestar atenção a esses sinais, pois podem indicar problemas mais sérios.
De acordo com Feijó, as dores podem estar ligadas a falhas na execução dos exercícios, excesso de carga ou falta de recuperação adequada. Ele enfatiza que nem sempre o exercício mais difícil é o culpado. Movimentos complexos, como agachamento, levantamento terra e supino, requerem atenção especial, especialmente para quem já teve lesões anteriores.
Sinais de que algo está errado
Identificar os sinais do corpo é essencial para evitar lesões. Filipe Feijó lista alguns padrões que indicam falhas nos movimentos. Dores agudas localizadas nas articulações, dificuldade em manter o alinhamento articular e amplitude de movimento inconsistente são alguns dos sinais a serem observados.
Além disso, a queda de desempenho e a ativação de músculos secundários em vez da musculatura-alvo também são indicativos de que a carga não está sendo distribuída de forma eficiente. Ignorar esses sinais pode levar a lesões mais graves.
O especialista alerta que continuar treinando mesmo com dor é um hábito perigoso. Isso pode agravar inflamações e aumentar o risco de lesões sérias. A carga excessiva sobre músculos ou articulações já sobrecarregados só aumenta a probabilidade de problemas.
É importante diferenciar a dor muscular normal da dor de alerta. A dor muscular tardia, que surge após o treino, é difusa e bilateral, enquanto a dor de alerta aparece durante o exercício e pode ser localizada e aguda. Reconhecer essas diferenças pode ajudar na prevenção de lesões.
Para reduzir o risco de lesões, Filipe Feijó recomenda respeitar a progressão gradual de cargas e séries, além de manter a técnica correta. Aquecimento específico, fortalecimento das musculaturas estabilizadoras e atenção à fadiga são fundamentais. Priorizar a recuperação, o sono e uma nutrição adequada também são medidas essenciais para treinar de forma segura.











