A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2026 foi elevada para 4,91%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 11 de maio. Essa é a nona semana consecutiva em que a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é ajustada para cima, refletindo a pressão dos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio.
A nova previsão ultrapassa o intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual. Assim, o limite superior da meta é de 4,5%, o que significa que a inflação está acima do desejado.
No último mês, a inflação oficial registrou uma alta de 0,88%, comparada a 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses ficou em 4,14%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Expectativas para os próximos anos
Para 2027, a projeção da inflação permanece em 4%, enquanto para 2028 e 2029 as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente. Essas previsões indicam um cenário de inflação mais controlada nos próximos anos, mas ainda dependente de fatores externos.
O Banco Central, para controlar a inflação, utiliza a taxa Selic, atualmente fixada em 14,5% ao ano. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, marcando a segunda queda consecutiva, mesmo diante das incertezas globais.
O próximo encontro do Copom está agendado para os dias 16 e 17 de junho, onde novas decisões sobre a taxa de juros serão tomadas. A expectativa do mercado é que a Selic se mantenha em 13% ao ano até o final de 2026, com previsões de redução nos anos seguintes.
Além disso, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 é de 1,85%. O mercado financeiro também projeta que a cotação do dólar atinja R$ 5,20 até o final deste ano, refletindo um cenário de estabilidade cambial.











