A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Castratio, com foco em um esquema de fraude em contratos que somam R$ 200 milhões no Rio de Janeiro. A ação, realizada nesta terça-feira (12), visa investigar irregularidades na Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Seappa).
Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em diferentes localidades, incluindo o Rio de Janeiro e São Paulo. O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), que atuou como secretário de Agricultura na época dos crimes investigados, é um dos principais alvos da operação.
Detalhes da Operação
Durante a operação, a PF apreendeu o celular do deputado e confiscou dinheiro, veículos e equipamentos eletrônicos em endereços de outros envolvidos. Esses materiais serão periciados para coletar provas sobre o esquema de fraude.
A investigação se concentra no direcionamento de licitações para serviços de castração e esterilização de animais, que supostamente beneficiaram a empresa Consuvet. Curiosamente, a empresa foi criada apenas meses antes de firmar seu primeiro contrato com a Seappa, em julho de 2021.
Apesar de parecer contrário da assessoria jurídica da secretaria, que apontou a incapacidade da Consuvet para executar o contrato, o acordo foi assinado. A empresa apresentou documentos fraudulentos para contornar as restrições, alegando ter contratos de locação que, na verdade, não eram válidos.
O primeiro contrato foi assinado mesmo sem a autorização do Conselho Regional de Medicina Veterinária, que só foi obtida três meses após o acordo. Além disso, a Consuvet venceu uma licitação apresentando apenas a quarta melhor proposta, o que levanta mais suspeitas sobre a transparência do processo.
Em um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal, a PF destacou a atuação de Antonio Emilio Santos, ex-gestor da Seappa, que teria manipulado o processo para favorecer a empresa. O caso levanta questões sobre a integridade das licitações públicas e a necessidade de maior fiscalização.
A investigação ainda está em andamento, e a PF busca esclarecer todos os detalhes do esquema. O gabinete do deputado Marcelo Queiroz foi contatado, e o espaço permanece aberto para manifestações dos envolvidos.











