O Brasil se prepara para discutir temas cruciais como os impactos econômicos das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, além de negociações sobre minerais críticos, nas reuniões do Brics e do G7. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista ao programa Na Mesa com Datena, na TV Brasil.
As reuniões ocorrerão em um contexto de crescente tensão geopolítica e visam proteger setores estratégicos da economia brasileira, como combustíveis, agronegócio e mineração. Durigan destacou a importância de o Brasil se consolidar como um parceiro estratégico em recursos minerais e tecnologia.
Agenda em Moscou e Paris
Durigan embarca para Moscou nesta quarta-feira (13) e participará da reunião do Banco do Brics na quinta (14). O foco será discutir medidas para proteger a economia brasileira dos efeitos das guerras internacionais, especialmente em relação aos preços dos combustíveis.
O ministro enfatizou que a guerra, embora não seja uma escolha dos brasileiros, impacta diretamente a vida da população. Ele também planeja se reunir com representantes de países do Oriente Médio e da Índia para avaliar cenários econômicos diante da instabilidade global.
Outro ponto importante na agenda será a preservação de investimentos do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics. Um dos projetos prioritários é o desenvolvimento do primeiro Hospital Inteligente da América Latina, em parceria com a Universidade de São Paulo.
A pauta de minerais críticos será discutida tanto na Rússia quanto na França, onde Durigan participará da reunião do G7 na segunda-feira (18). O governo brasileiro busca se tornar um dos principais fornecedores globais de matérias-primas essenciais para a indústria tecnológica.
Durigan ressaltou que o novo marco legal aprovado pelo Congresso visa oferecer segurança jurídica aos investidores estrangeiros, sem abrir mão do controle nacional sobre os recursos. O governo pretende vincular futuras parcerias internacionais à industrialização local e à geração de empregos.
As viagens do ministro também têm como objetivo atrair investimentos estrangeiros para tecnologia e infraestrutura. Conversas anteriores com empresas alemãs abriram possibilidades para futuras instalações industriais no Brasil, alinhadas à criação de empregos qualificados e transferência de tecnologia.











