A internet precária e a falta de identificação são desafios que impactam diretamente a forma como as pessoas se informam no Brasil. Uma pesquisa recente revelou que a dificuldade de acesso à internet de qualidade afeta a capacidade de muitos cidadãos de se manterem atualizados sobre notícias e informações relevantes.
O estudo, realizado pela Coalizão de Mídias Periféricas, entrevistou cerca de 1,5 mil pessoas em cidades como Santarém, Recife e São Paulo. Os resultados mostraram que um em cada quatro entrevistados enfrenta problemas de conexão, o que limita seu acesso a conteúdos confiáveis.
Desafios da Desinformação
Além da conexão, a pesquisa identificou que 17% dos participantes têm dificuldade em distinguir informações falsas. A falta de tempo, especialmente entre mulheres que acumulam múltiplas funções, também contribui para essa situação, dificultando a seleção de conteúdos verídicos.
O levantamento destacou que a maioria dos entrevistados busca notícias para entender o que acontece em seus bairros e para tomar decisões informadas. Os aplicativos de mensagens, como WhatsApp, e redes sociais, como Instagram, são as plataformas mais utilizadas para esse fim.
Entretanto, as preferências variam entre as regiões. Enquanto em Recife e São Paulo há uma diversidade maior de fontes de informação, em Santarém a TV aberta e o rádio ainda são os meios mais acessados. Isso evidencia a importância das mídias tradicionais em áreas com acesso digital limitado.
O Papel do Jornalismo Local
A pesquisa ressalta a confiança que o jornalismo local gera na população, pois compreende melhor a realidade dos territórios. Os meios tradicionais, junto com fontes como professores e lideranças comunitárias, são considerados os mais confiáveis para a distribuição de notícias verdadeiras.
Combater a desinformação vai além da checagem de fatos. É necessário valorizar conteúdos produzidos localmente, respeitando saberes e formas de expressão da comunidade. Essa abordagem pode fortalecer a relação entre o público e as informações que consome.
Por fim, a pesquisa sugere que o jornalismo deve se adaptar às necessidades locais, produzindo conteúdos em formatos acessíveis, como áudio e vídeos curtos. Essa estratégia pode facilitar o acesso à informação, especialmente para aqueles que utilizam a internet de forma limitada.











