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Investigação sobre tarifaço: resposta do Brasil aos EUA
Imagem: Reprodução
Brasil

Investigação sobre tarifaço: resposta do Brasil aos EUA

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O chanceler Mauro Vieira enviou uma resposta formal ao Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) nesta segunda-feira, 6, contestando a recomendação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. A proposta do USTR surge em meio a alegações de que o Brasil não tem feito o suficiente para combater o trabalho forçado em sua cadeia produtiva.

A recomendação do USTR abrange 54 países, incluindo o Brasil, e se baseia na suposta falha do país em impor uma proibição efetiva à importação de produtos associados ao trabalho forçado. O chanceler argumenta que o Brasil possui um dos regimes jurídicos mais avançados para lidar com essa questão, e que as alegações do USTR são infundadas.

Reação do Governo Brasileiro

Vieira afirmou que a análise do USTR é incompleta e não considera as evidências apresentadas pelo Brasil, que demonstram a eficácia de suas políticas de fiscalização. O chanceler destacou que a abordagem unilateral do USTR é incompatível com o sistema multilateral de comércio e que disputas comerciais devem ser resolvidas por meio de cooperação internacional.

O documento enviado por Vieira também ressalta que a aplicação de tarifas sem um processo formal de resolução de conflitos, como os previstos pela Organização Mundial do Comércio, é inadequada. O chanceler enfatizou que o Brasil já implementou medidas para evitar a entrada de produtos oriundos de trabalho forçado em seus mercados.

O USTR, por sua vez, argumenta que o Brasil não aplicou efetivamente uma proibição de importação de produtos com trabalho forçado, o que, segundo a entidade, onera o comércio dos Estados Unidos. A carta do USTR menciona especificamente a produção de carne bovina no Brasil, associando-a a práticas de trabalho forçado.

Com a proposta de tarifação, o governo brasileiro enfrenta um desafio significativo, que pode impactar as relações comerciais entre os dois países. O resultado dessa disputa poderá influenciar não apenas o comércio bilateral, mas também a imagem do Brasil no cenário internacional.

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