A Prefeitura de Uberlândia está coordenando uma ação para interditar uma ocupação irregular em área de preservação permanente, localizada nas proximidades da Estação de Tratamento de Água (ETA) Capim Branco e da usina hidrelétrica Amador Aguiar 1. A operação, realizada no sábado (30), tem como objetivo evitar a expansão da ocupação, que pode comprometer o abastecimento de água da cidade e gerar riscos para a geração de energia. Monitoramentos do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) e do Consórcio Capim Branco Energia (CCBE) já identificaram impactos ambientais e operacionais decorrentes da ocupação.
A ação contou com a participação de equipes da Defesa Civil Municipal e da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano, além do apoio das polícias Militar e Civil, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad-MG) e da Marinha do Brasil. O município agora tomará as medidas jurídicas necessárias contra o proprietário da área para evitar novas ocupações.
O Dmae elaborou uma avaliação técnica que aponta os riscos ambientais e operacionais que a ocupação irregular representa para o sistema de abastecimento de água. A presença de ocupações nas proximidades da captação pode comprometer a qualidade da água e a operação da estação, além de aumentar os riscos de vandalismo e descarte irregular de resíduos.
A avaliação também destaca os impactos ambientais, como a supressão de vegetação nativa e a movimentação de solo, que elevam o risco de erosão e assoreamento do reservatório. Resíduos sólidos já foram encontrados nas proximidades do canal de captação, o que pode causar obstruções em equipamentos essenciais.
Outro aspecto crítico é a falta de infraestrutura de esgotamento sanitário nas áreas irregulares, que contribui para a poluição do reservatório. O lançamento de efluentes domésticos favorece a proliferação de organismos que afetam a qualidade da água e a eficiência da ETA. O uso recreativo do reservatório também é uma preocupação, pois pode comprometer o tratamento da água e aumentar os custos operacionais.
Por fim, o Dmae recomenda a suspensão imediata de novas ocupações na área, intensificação da fiscalização ambiental e patrimonial, e a recuperação de áreas degradadas, visando a proteção do manancial e a segurança do abastecimento de água em Uberlândia.











