Autoridades dos Estados Unidos e do Irã anunciaram um acordo que promete pôr fim ao conflito iniciado em fevereiro de 2026. Apesar do avanço nas negociações, muitas questões permanecem sem resposta, especialmente sobre a confiança no transporte marítimo após a reabertura do Estreito de Ormuz.
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que o acordo está “fechado” e que as partes estão avançando para uma segunda fase das negociações. No entanto, detalhes específicos ainda não foram divulgados, e uma trégua permanente continua a ser um objetivo a ser alcançado.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, destacou que o acordo provisório representa um “passo importante” para a paz, mas enfatizou que a trégua duradoura ainda precisa ser formalizada. O pacto atual prevê a prorrogação do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, que estava bloqueado desde o início do conflito.
Próximos passos nas negociações
Os negociadores dos dois países devem abordar questões complexas, como o futuro do programa nuclear iraniano, na próxima fase das conversas, que começará na Suíça no dia 19 de junho.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, estarão presentes na assinatura formal do acordo em Genebra. No entanto, questões como o apoio do Irã a grupos armados e seu programa de mísseis não farão parte da agenda inicial.
Os preços do petróleo caíram significativamente após o anúncio do acordo, refletindo a incerteza no mercado. Apesar da expectativa de recuperação, especialistas afirmam que a produção de petróleo e gás no Oriente Médio levará tempo para se estabilizar.
O impacto do conflito já resultou na morte de pelo menos 7 mil pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, e gerou instabilidade nos mercados globais. Tanto Trump quanto os líderes iranianos enfrentam pressões internas, com a expectativa de que o acordo traga alívio econômico para a população.











