Os mercados de açúcar e etanol enfrentaram uma semana de pressão, com os preços recuando tanto na Bolsa de Nova York quanto no mercado brasileiro. Esse cenário é reflexo do avanço da safra 2026/27 no Centro-Sul do Brasil, que trouxe um aumento na oferta disponível. No entanto, a confirmação do fenômeno El Niño pode impactar os preços nas próximas semanas, trazendo incertezas ao setor.
Impacto do El Niño no Mercado de Açúcar
A combinação de maior oferta e demanda moderada tem mantido as cotações em ajuste, mas a oficialização do El Niño pelos Estados Unidos adiciona um elemento de risco. Esse fenômeno pode afetar regiões produtoras ao redor do mundo, influenciando o clima e, consequentemente, a produção de açúcar.
Na Bolsa de Nova York, os contratos de açúcar bruto apresentaram uma leve desvalorização, encerrando a semana em torno de 14,45 centavos de dólar por libra-peso. A desvalorização do real frente ao dólar tem incentivado as exportações, aumentando a oferta do produto no mercado internacional.
No mercado físico brasileiro, o açúcar cristal também registrou queda, com o preço da saca de 50 quilos passando de R$ 90,00 para R$ 89,00. Apesar disso, a demanda se mostrou relativamente ativa, evitando quedas mais acentuadas nos preços.
Desafios e Oportunidades no Setor Sucroenergético
O etanol, por sua vez, seguiu a tendência de queda, com o preço do etanol hidratado na região de Ribeirão Preto recuando de R$ 2,80 para R$ 2,78 por litro. O aumento da produção e a postura cautelosa das distribuidoras têm pressionado as cotações, refletindo um cenário desafiador para os produtores.
Para a terceira semana de junho, as expectativas permanecem de viés baixista, especialmente para o etanol. Contudo, o açúcar poderá ter suporte nas cotações internacionais, dependendo da evolução das condições climáticas globais.
Assim, o setor sucroenergético se prepara para enfrentar um cenário dividido entre a pressão sazonal da oferta e as incertezas climáticas que podem afetar o equilíbrio entre produção e consumo nos próximos meses. A atenção dos produtores e consumidores deve estar voltada para as possíveis mudanças no clima que podem impactar a produção agrícola e os preços no mercado.











