Açúcar recua e mercado brasileiro sente avanço da safra
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Agro

Açúcar recua e mercado brasileiro sente avanço da safra

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O açúcar recuou nas bolsas internacionais, refletindo um cenário desafiador para o agronegócio brasileiro. A combinação do fortalecimento do dólar, a realização de lucros por investidores e o avanço da safra de cana-de-açúcar no Brasil pressionou as cotações da commodity, impactando diretamente o mercado físico nacional.

Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto apresentaram quedas significativas. O vencimento de julho de 2026 fechou a 14,99 cents por libra-peso, enquanto o contrato de outubro caiu para 15,49 cents/lbp. Essa tendência de baixa foi acompanhada também na Bolsa de Londres, onde o açúcar branco perdeu US$ 12,50, encerrando a sessão a US$ 442,90 por tonelada.

Impacto no mercado interno

No Brasil, o mercado de açúcar cristal também sentiu os efeitos dessa pressão. O Indicador CEPEA/ESALQ registrou uma queda de 1,34% na quinta-feira, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 95,23. Ao longo de maio, a desvalorização acumulada já chega a 2,74%, evidenciando uma maior disponibilidade do produto e negociações mais lentas entre usinas e compradores.

O avanço da safra brasileira é um dos principais fatores que têm pressionado os preços. Com a expectativa de uma produção maior nesta temporada, o mercado físico enfrenta um cenário de oferta abundante, o que pode dificultar a recuperação dos preços no curto prazo.

Enquanto isso, o mercado de etanol no interior paulista apresentou uma leve recuperação, com o preço do etanol hidratado a R$ 2.324,00 por metro cúbico, uma alta de 0,43%. No entanto, o biocombustível ainda acumula uma retração de 3,41% em maio, refletindo a maior oferta sazonal e a cautela dos distribuidores.

O setor sucroenergético brasileiro permanece em um cenário volátil, com a necessidade de atenção redobrada à gestão comercial. O comportamento do dólar e as perspectivas globais de oferta e demanda continuam a ser monitorados de perto, uma vez que fatores climáticos e produtivos em regiões exportadoras podem influenciar os preços internacionais nos próximos meses.

Para os produtores rurais, essa situação exige uma análise cuidadosa das estratégias de venda e comercialização. A volatilidade do mercado pode representar tanto riscos quanto oportunidades, e a capacidade de adaptação será crucial para garantir a sustentabilidade econômica das operações no setor.

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