O mercado global de açúcar começou junho em alta, refletindo uma recuperação das perdas recentes. As cotações nas bolsas internacionais de Nova York e Londres subiram, impulsionadas por preocupações com a oferta da commodity e incertezas climáticas em países produtores, o que pode impactar diretamente a produção rural e a economia do setor.
No Brasil, o açúcar cristal também apresentou valorização, especialmente no estado de São Paulo, onde o preço da saca de 50 quilos foi negociado a R$ 94,27, marcando um aumento de 1,37%. Essa recuperação é um sinal positivo para os produtores, que enfrentaram um mês de maio desafiador.
Contratos de açúcar avançam nas bolsas internacionais
Na Bolsa de Nova York, os contratos de açúcar bruto encerraram a primeira sessão de junho com ganhos significativos. O contrato com vencimento em julho de 2026 fechou a 14,45 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o açúcar branco na ICE Europe também registrou alta, com o vencimento de agosto subindo para US$ 450,00 por tonelada.
Esses movimentos refletem um mercado mais atento aos riscos relacionados à oferta global, especialmente com a possibilidade de condições climáticas adversas em regiões produtoras como a Índia. A atenção dos investidores está voltada para como essas variáveis podem afetar a produção e, consequentemente, os preços.
Enquanto o açúcar se recupera, o etanol hidratado em Paulínia apresentou uma leve queda, sendo negociado a R$ 2.335,00 por metro cúbico. Essa situação pode indicar uma mudança no comportamento do mercado, onde a valorização do açúcar não necessariamente se reflete no etanol, um produto importante na matriz energética brasileira.
Clima e perspectivas para o setor
As condições climáticas continuam a ser um fator crucial para a sustentação dos preços do açúcar. A redução das previsões de chuvas em áreas agrícolas da Índia e a possibilidade de um fenômeno El Niño geram incertezas sobre a produção global, o que pode impactar diretamente a economia dos países exportadores.
Com a colheita de cana-de-açúcar avançando no Brasil, as expectativas para a safra são positivas, mas os riscos climáticos ainda oferecem suporte às cotações internacionais. O comportamento do clima nas próximas semanas será fundamental para determinar a trajetória dos preços e a dinâmica do mercado.











