O agronegócio brasileiro está em uma posição privilegiada para expandir sua liderança no mercado global de alimentos, proteínas e biocombustíveis. Essa análise foi apresentada pelo presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Ingo Plöger, durante o Veja Fórum Agro 2026, realizado em São Paulo.
Plöger destacou que, em um cenário global repleto de tensões geopolíticas e barreiras comerciais, o Brasil possui vantagens competitivas que o tornam apto a atender a crescente demanda mundial por alimentos de maneira eficiente e sustentável.
Brasil se destaca como fornecedor estratégico
Durante o painel “Novas Oportunidades no Agro Brasileiro”, o presidente da ABAG enfatizou a capacidade do Brasil de produzir alimentos em larga escala, com diversidade e competitividade. Essa combinação de produtividade e tecnologia coloca o país em uma posição favorável para aumentar sua participação no comércio internacional, especialmente no setor de proteína animal.
Além disso, a crescente demanda global por alimentos reforça a importância do agronegócio brasileiro para a segurança alimentar mundial, o que pode beneficiar tanto os produtores locais quanto os consumidores internacionais.
Internacionalização da tecnologia agrícola
Plöger também abordou a necessidade de o Brasil avançar na exportação de conhecimento e inovação agrícola. Ele sugeriu que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) amplie sua atuação internacional, especialmente em mercados como o africano, que apresenta grande potencial para a cooperação técnica.
A experiência do Brasil em transformar áreas tropicais em regiões produtivas pode gerar novas oportunidades econômicas e diplomáticas, beneficiando o setor agrícola e contribuindo para o desenvolvimento global.
Integração entre alimentos e biocombustíveis
Outro ponto destacado foi a integração entre a produção de alimentos e biocombustíveis. Plöger argumentou que o modelo brasileiro demonstra que é possível aumentar a produção de energia renovável sem comprometer a oferta de alimentos. O milho, por exemplo, é uma cultura que abastece tanto a indústria de etanol quanto a produção de proteína animal.
Essa característica coloca o Brasil em uma posição de destaque nas discussões internacionais sobre sustentabilidade e transição energética, especialmente em relação à redução das emissões de carbono.
Impactos econômicos e sociais do agronegócio
Plöger também ressaltou o papel fundamental do agronegócio na geração de renda e empregos em diversas regiões do Brasil. Estados com forte dinamismo agropecuário têm registrado crescimento econômico e atraído mão de obra qualificada, fortalecendo pequenos e médios empreendimentos.
Com grande parte da população vivendo em cidades de médio porte conectadas às cadeias produtivas do agronegócio, o setor se mostra essencial para o desenvolvimento regional e a melhoria da qualidade de vida.
Para o futuro, a ABAG acredita que a competitividade e a inovação serão cruciais para o crescimento do agronegócio brasileiro. Plöger defendeu que o setor deve ser tratado como uma política de Estado, dada sua relevância para a economia nacional e a segurança alimentar global.











