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Alexandre Herchcovitch fala sobre estilo, carreira e referências pessoais
Foto original adaptada visualmente por IA.
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Alexandre Herchcovitch fala sobre estilo, carreira e referências pessoais

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Alexandre Herchcovitch, um dos principais estilistas da moda brasileira, estreia a seção “Última Palavra”, que encerra a edição de agosto de uma revista de moda já disponível nas bancas. Na entrevista, o paulistano revisita lembranças, referências e escolhas que marcaram sua trajetória.

Entre os itens mais preciosos de seu guarda-roupa, Herchcovitch cita uma boina e um chaveiro que ganhou de Judy Blame, além de um chapéu de Yohji Yamamoto usado em um desfile de 2006/07.

Ao lembrar de pessoas que o surpreenderam ao conhecer pessoalmente, destaca Fernanda Young, que descreve como extremamente inteligente, rápida, dona de um humor especial e muito bonita. Entre os estilistas mais gentis com quem conviveu, menciona Lino Villaventura e Amir Slama, entre outros.

Os desfiles que o fizeram chorar foram o último assinado por Jean Paul Gaultier, em 2020, e um desfile de Thierry Mugler realizado em 1995, ao qual assistiu pessoalmente. Herchcovitch também cita um ou dois de seus próprios desfiles.

Se tivesse seguido outra carreira, ele afirma que poderia ter trabalhado com arquitetura, culinária ou “metodologista”, talvez. O álbum Color by Numbers, do Culture Club, lançado em 1983, é apontado como um dos trabalhos que impactaram sua vida.

Sobre uma criação de moda que gostaria de ter assinado, Herchcovitch diz estar satisfeito com as peças que criou e ainda cria. Ele destaca a calça-saia de 1995, modelo que repetiu diversas vezes, em diferentes formas e materiais.

A festa mais inesquecível, segundo o estilista, foi a Festa da Piscina, realizada no clube Sra. Krawitz, em São Paulo, em 1993. Havia uma piscina com água e sabão na pista de dança. Com a movimentação, a água se espalhou e os objetos metálicos da boate passaram a dar choques nas pessoas, situação que ele classifica como perigosa.

O melhor presente que já recebeu, afirma, são os desenhos feitos por seus filhos. Entre as produções audiovisuais que recomenda estão Drácula de Bram Stoker, as três primeiras temporadas da série Penny Dreadful, de John Logan, e a série The Alienist.

Para quem está prestes a se tornar pai, o conselho é direto: “Suas prioridades mudam, prepare-se”. Sobre as melhores fofocas da moda, aponta os assessores de imprensa e profissionais de relações-públicas.

Após 30 anos na moda, Herchcovitch afirma estar certo de que continua gostando de fazer roupas. Sobre um arrependimento, prefere não comentar: diz que o assunto estará em seu livro, O Lado B.

Entre os livros que marcaram sua vida, cita Jane Eyre, de Charlotte Brontë, e 1808, 1822 e 1889, de Laurentino Gomes. Para relaxar, conta que prefere ficar em casa, quieto e sozinho, desfazendo-se do excesso de coisas guardadas.

Ao ser questionado sobre o que diria ao seu eu mais jovem, responde: “Faça tudo mais ou menos igual”.

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