O clima seco em Mato Grosso tem acelerado a maturação das lavouras de algodão, criando um cenário favorável para a colheita da safra 2025/26. Os produtores estão intensificando os preparativos operacionais e as ações de manejo fitossanitário para garantir uma colheita eficiente e produtiva.
Segundo a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), as condições climáticas das últimas semanas contribuíram para o avanço do ciclo da cultura. A combinação de baixa umidade e dias ensolarados tem favorecido a abertura das estruturas produtivas, aumentando as expectativas para a colheita.
Qualidade do algodão e desafios fitossanitários
A qualidade do algodão está em alta, especialmente nas áreas de primeira safra, que apresentam bom desenvolvimento. No entanto, algumas regiões ainda enfrentam desafios, como o Sul de Mato Grosso, onde a segunda safra sente os efeitos do déficit hídrico dos meses anteriores, o que pode impactar a produtividade.
O controle do bicudo-do-algodoeiro continua sendo uma preocupação central para os produtores. Apesar das condições climáticas favoráveis, a pressão dessa praga aumentou, exigindo monitoramento constante e estratégias de manejo para evitar perdas na produção.
Além do bicudo, outras pragas, como a lagarta Spodoptera e a mosca-branca, também estão no radar dos agricultores. O acompanhamento contínuo é essencial para garantir a saúde das lavouras e a qualidade da fibra colhida.
Preparativos para a colheita
Com a colheita se aproximando, os produtores estão focados na revisão de máquinas e equipamentos. A manutenção de colhedoras e algodoeiras é crucial para assegurar eficiência durante o período de maior movimentação da safra.
A preparação antecipada visa evitar interrupções e garantir que o processamento da produção ocorra em ritmo adequado. A expectativa é que Mato Grosso mantenha seu papel de destaque na produção nacional de algodão, contribuindo significativamente para o agronegócio brasileiro.











