O mercado internacional de algodão enfrenta um cenário desafiador, com recuo nas cotações na Bolsa de Nova York. A pressão sobre os preços é resultado da postura cautelosa dos investidores e da melhora nas condições de oferta nos Estados Unidos, fatores que impactam diretamente a produção rural e a economia do setor.
De acordo com a StoneX, as cotações do algodão apresentaram perdas significativas entre 8 e 12 de junho, mas conseguiram recuperar parte do terreno nos dias seguintes. Mesmo assim, os preços se mantiveram em uma faixa estreita, oscilando entre 75 e 78 centavos de dólar por libra-peso.
Redução de posições dos fundos e suas consequências
A diminuição das posições compradas por fundos especulativos foi um dos principais fatores que contribuíram para a baixa dos preços. O saldo líquido caiu para cerca de 42 mil contratos, aumentando a pressão vendedora e refletindo um movimento de cautela entre os participantes do mercado.
Essa redução nas posições impactou diretamente a volatilidade do mercado, dificultando uma recuperação mais consistente das cotações e gerando incertezas para os produtores rurais que dependem do algodão como fonte de renda.
Demanda externa e clima favorável
Apesar das dificuldades, a demanda externa ainda se mostra robusta, com o relatório WASDE de junho e os dados de exportação dos EUA ajudando a mitigar as perdas. As vendas externas totalizaram 45,1 mil toneladas para a safra 2025/26, indicando que o algodão norte-americano continua atraente no mercado internacional.
Além disso, as condições climáticas nos principais cinturões produtores dos Estados Unidos melhoraram, com 63% das lavouras classificadas como boas ou excelentes. Essa expectativa de maior oferta pode, no entanto, manter a pressão sobre os preços no futuro.
As tensões geopolíticas, como o conflito entre Irã e Israel, também adicionam um prêmio de risco às commodities, mas o impacto sobre o algodão foi limitado. O mercado continua a ser guiado por fundamentos de oferta mais favoráveis e pela redução do apetite dos fundos especulativos, que influenciam diretamente as negociações na Bolsa de Nova York.











