O Palmeiras conquistou uma vitória importante ao derrotar o Athletico-PR por 1 a 0 no Allianz Parque, na noite do último domingo, em partida válida pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. No entanto, o que mais chamou a atenção foi a decisão da comissão técnica, liderada por Abel Ferreira, de não realizar a tradicional entrevista coletiva após o jogo.
Este foi o segundo jogo consecutivo em que a comissão técnica optou pelo silêncio, seguindo a mesma linha adotada no clássico contra o Corinthians. Apenas os jogadores se pronunciaram na zona mista, enquanto a decisão de não conceder entrevistas foi tomada em conjunto entre a diretoria e a comissão técnica. Para o jogo contra o Athletico-PR, a escolha foi exclusivamente da comissão, que foi apoiada pelo clube, conforme apurou a Gazeta Esportiva.
A medida reflete um protesto da equipe técnica em resposta à punição imposta ao treinador Abel Ferreira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que o suspendeu por sete jogos devido a expulsões em partidas contra São Paulo e Fluminense. O Palmeiras já havia se manifestado oficialmente contra as decisões do STJD e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), expressando insatisfação com o tratamento dado ao seu treinador.
Internamente, a comissão técnica considera a punição desproporcional e se solidarizou com Abel, utilizando o silêncio como forma de protesto. Além disso, a decisão de não falar após a vitória sobre o Athletico-PR também foi influenciada pelo fato de o STJD ter concedido efeito suspensivo ao goleiro Hugo Souza, do Corinthians, que foi liberado para jogar após ter sido suspenso por declarações contra a arbitragem.
O zagueiro Gustavo Gómez, que foi fundamental na vitória do Palmeiras, comentou sobre a situação de Abel, destacando que o treinador continua dedicado ao trabalho. “Ele está fazendo o que gosta, que é treinar e melhorar a equipe, mas está um pouco triste, pois queria estar em campo para nos ajudar”, afirmou o capitão na zona mista.











