O Brasil anunciou um investimento de US$ 100 milhões anuais para o Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), com o objetivo de reduzir desigualdades entre os países do bloco sul-americano. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante uma reunião em Assunção, no Paraguai, no dia 29 de junho de 2026.
A formalização da proposta ocorrerá na Cúpula do Mercosul, marcada para o dia 30 de junho, onde os chefes de Estado do bloco se reunirão para discutir questões econômicas e sociais. Este fundo, criado em 2004, visa financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento regional.
Como funciona o Focem
O Focem é um mecanismo que apoia países e regiões com menor desenvolvimento econômico dentro do Mercosul. Os recursos são direcionados a projetos de rodovias, ferrovias, energia, saneamento, habitação, escolas e laboratórios, com o intuito de promover a integração e diminuir as disparidades entre os integrantes do bloco.
Atualmente, o Brasil e a Argentina são os principais financiadores do fundo, com o Brasil respondendo por cerca de 70% das contribuições. O Paraguai e o Uruguai também recebem uma parte significativa dos recursos, com 48% e 32%, respectivamente.
Impacto e projetos financiados
Desde sua criação, o Focem já apoiou diversas iniciativas em infraestrutura e desenvolvimento em diferentes países do Mercosul. As obras incluem sistemas de transporte, energia, saneamento básico e melhorias urbanas, além de ações voltadas para comunidades em áreas de fronteira.
O fundo também investe em projetos que promovem a cidadania indígena e o desenvolvimento tecnológico, contribuindo para a integração entre cidades próximas às fronteiras. Essa diversidade de iniciativas reflete a importância do Focem para o crescimento regional.
Próximos passos e desafios
A renovação do Focem ainda depende de um acordo entre os países do Mercosul e da aprovação pelos Legislativos nacionais. Além do fundo, a Cúpula do Mercosul discutirá novos acordos comerciais e medidas para fortalecer a integração econômica do bloco, o que pode impactar diretamente o turismo e as relações comerciais entre os países.
Com a ampliação do investimento, espera-se que mais projetos sejam viabilizados, beneficiando não apenas a infraestrutura, mas também o desenvolvimento social e econômico das regiões menos favorecidas do Mercosul.











