Brasil vai levar Oscar em 2026? Especialistas comentam bom momento do cinema nacional

Dentro de três semanas, em 15 de março, o cinema feito no Brasil estará, novamente, na disputa do mais midiático dos festivais internacionais, o Oscar. O Agente Secreto, dirigido por Kléber Mendonça Filho, concorre em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco. Iguala o feito de Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund em 2004.

É o momento de maior reconhecimento da produção brasileira no exterior. Verdade que, nos anos 1960, o Cinema Novo obteve enorme prestígio com Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, e Vidas Secas, de Nélson Pereira dos Santos. Na virada do século, Central do Brasil, de Walter Salles, e Cidade de Deus também despontaram.

Agora, porém, a dimensão é maior. No ano passado, Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, venceu como Melhor Filme Internacional no Oscar e Fernanda Torres como Melhor Atriz no Globo de Ouro. Depois, O Agente Secreto ganhou como Melhor Ator (Wagner Moura) no Globo de Ouro e Melhor Filme Internacional. Tudo isso sem contar a passagem vitoriosa de ambos por festivais europeus importantes, como os Cannes e Veneza.

São triunfos importantes, mas que não ocultam a imensa dificuldade da produção nacional chegar aos expectadores brasileiros, seja nos cinemas, seja nas plataformas de streaming. Continua a luta de décadas para assegurar espaços para a grande produção cinematográfica do Brasil, onde a maioria das salas abriga um tsunami de blockbusters norte-americanos, um processo de colonização cultural que o país nunca conseguiu contestar.

São temas como estes que estarão em debate nesta edição com dois experts dos rumos cinematográficos do Rio Grande do Sul e do Brasil: o professor e pesquisador Glênio Póvoas e a repórter de cultura Carol Zatt.

O podcast De Fato é uma produção do Brasil de Fato RS em parceria com o SindBancários de Porto Alegre e Região.

Todo sábado, um entrevistado ou uma entrevistada debate os principais fatos em destaque no Rio Grande do Sul, no Brasil e no mundo.

Ficha técnica da edição:
Apresentação: Katia Marko e Ayrton Centeno
Direção: Marcelo Ferreira
Produção: Saraí Brixner e Clara Aguiar
Roteiro: Ayrton Centeno
Trilha sonora original: Zé Martins
Edição e sonorização: Alexandre Garcia
Técnica: Diego Dorneles
Arte: Clara Aguiar e Marcela Brandes
Voz das vinhetas: Nara Lacerda

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