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Atualização: Brasileiras muçulmanas enfrentam preconceito hoje
Imagem: Reprodução
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Atualização: Brasileiras muçulmanas enfrentam preconceito hoje

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No Brasil, a islamofobia afeta gravemente a vida de mulheres muçulmanas, com oito em cada dez relatando experiências de discriminação. Essa informação é parte do 3º Relatório de Islamofobia do Brasil, elaborado pelo Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes (Gracias) da Universidade de São Paulo (USP). O estudo analisou relatos de 328 mulheres de diferentes origens e práticas islâmicas.

Entre as participantes, 84,5% das vítimas de islamofobia são brasileiras que se converteram ao islamismo. A pesquisa sugere que a forte articulação dessas mulheres em grupos pode ser um fator que as torna mais visíveis e, consequentemente, mais vulneráveis a ataques.

Discriminação em diferentes contextos

Os dados mostram que 96,7% das brasileiras revertidas acreditam que a discriminação contra mulheres muçulmanas é uma realidade no país. As agressões ocorrem principalmente nas ruas (36,4%), na internet (30,9%) e no ambiente de trabalho (19,7%).

As consequências dessa discriminação são severas, com muitas mulheres relatando problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade. Uma das entrevistadas compartilhou que teve que mudar de carreira após sua conversão, devido ao preconceito enfrentado.

Ofensas associando mulheres muçulmanas ao terrorismo também são comuns. Uma participante relatou ter sido chamada de “mulher bomba” por um médico, enquanto outra foi demitida após seu chefe considerar que sua presença na recepção causava má impressão.

Desafios no ambiente virtual

O relatório também destaca que o Instagram é a plataforma onde ocorrem mais agressões, totalizando 120 casos. O Facebook e o WhatsApp somam 55, enquanto TikTok e X registram 27 e 12 casos, respectivamente.

Os pesquisadores observam que a natureza visual do Instagram e a polarização nas comunidades do Facebook contribuem para a marginalização das mulheres muçulmanas. A rápida disseminação de conteúdo no TikTok também facilita a propagação de ofensas.

Embora o Instagram afirme ter políticas para prevenir a violência, especialistas criticam a eficácia dessas medidas. A Meta, responsável pela plataforma, declarou que não tolera conteúdo que promova ataques baseados em características protegidas, mas o TikTok não respondeu a solicitações de comentários sobre o tema.

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