O Cacique Raoni Metuktire, uma das figuras mais icônicas da luta indígena no Brasil, foi transferido para São Paulo na última sexta-feira, 19 de junho de 2026. Com 94 anos, ele estava internado em Sinop, no Mato Grosso, e agora dará continuidade ao seu tratamento no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Raoni apresentou melhora significativa em suas funções intestinais e renais. Ele se mantém lúcido e consciente, respirando sem a necessidade de suporte ventilatório. A alimentação é feita por nutrição parenteral, administrada por via intravenosa, garantindo que suas necessidades nutricionais sejam atendidas durante a recuperação.
Transferência e Acompanhamento Médico
A decisão de transferir o líder indígena foi tomada após uma avaliação cuidadosa das equipes médicas dos dois hospitais. O objetivo é assegurar que Raoni receba a melhor assistência possível em uma unidade de referência, especialmente para o acompanhamento cirúrgico que ele pode necessitar.
O traslado foi realizado em um avião disponibilizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, com o apoio de instituições federais e estaduais. Durante o voo, o cacique foi acompanhado por um médico da equipe que o tratava em Sinop, garantindo que sua saúde fosse monitorada durante todo o trajeto.
O acompanhamento em São Paulo será liderado pelo Dr. Franz Robert Apodaca Torrez, cirurgião e professor da Escola Paulista de Medicina. Ele já estava em contato com a equipe médica que acompanhava Raoni, o que facilita a continuidade do tratamento e a troca de informações sobre a saúde do cacique.
Raoni é um símbolo da resistência indígena e sua saúde é uma preocupação não apenas para sua comunidade, mas para todos que lutam pelos direitos dos povos originários no Brasil. A mobilização em torno de sua transferência demonstra a importância de sua figura e a solidariedade que ele inspira.
Para quem deseja acompanhar a trajetória de Raoni e entender mais sobre a cultura indígena, é uma oportunidade de se conectar com a história e os desafios enfrentados pelos povos nativos no Brasil. O momento é propício para refletir sobre a importância da preservação cultural e da saúde dos líderes que representam essas comunidades.











