Os preços do café estão em alta nas bolsas internacionais, refletindo um cenário de estoques apertados e desafios climáticos no Brasil. O mercado tem observado uma valorização contínua, especialmente do café arábica, que é o mais exportado pelo país.
No pregão de hoje, o contrato de julho de 2026 em Nova York subiu cerca de 160 pontos, enquanto o setembro de 2026 era negociado a 251,60 cents por libra-peso. Esse movimento é impulsionado pela percepção de uma oferta mais restrita, que afeta diretamente a cadeia produtiva do café.
Estoques em queda e exportações fracas
A redução dos estoques certificados de arábica na ICE, que caiu para aproximadamente 399 mil sacas, é um dos principais fatores que sustentam a alta dos preços. Em comparação ao ano anterior, esse volume representa quase metade do que estava disponível, indicando um aperto no fornecimento.
Além disso, os dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que as exportações de arábica caíram 11,9% em maio, totalizando 2,13 milhões de sacas. Essa tendência de queda, que já acumula 16,7% no ano-safra, reforça a preocupação com a oferta no mercado internacional.
As condições climáticas no Brasil também estão no radar dos investidores. Com chuvas persistentes previstas para Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e sul da Bahia, há o risco de atrasos na colheita e dificuldades na secagem dos grãos, o que pode impactar a qualidade do café.
No mercado interno, a liquidez continua baixa, com produtores hesitantes em vender a preços oferecidos pelos compradores. Essa resistência limita a oferta e ajuda a sustentar os preços, mesmo com a colheita em andamento.
Com a volatilidade do mercado, os próximos dias serão cruciais para determinar a trajetória dos preços do café. A combinação de fatores climáticos, a dinâmica das exportações e a situação dos estoques internacionais continuará a influenciar o setor, impactando tanto os produtores quanto os consumidores.











