O mercado de café no Brasil encerrou maio com uma dinâmica de preços contrastantes entre o arábica e o conilon. Enquanto o arábica enfrentou pressão e desvalorização, o conilon registrou uma valorização significativa, refletindo as condições do mercado internacional e a colheita brasileira.
De acordo com análises do setor, a queda nos preços do arábica está atrelada à expectativa de uma safra recorde no Brasil e ao aumento da produção global para o ciclo 2026/27. Essa previsão, junto com a valorização do dólar, impactou diretamente a competitividade das exportações brasileiras.
Valorização do Conilon e Desafios do Arábica
Em contraste, o café robusta, especialmente o conilon, viu seus preços subirem na Bolsa de Londres. O aumento foi impulsionado por estoques baixos e atrasos na colheita brasileira, que afetaram a oferta do produto no mercado.
Os primeiros relatos de produtividade abaixo do esperado nas lavouras de conilon também contribuíram para a valorização. No acumulado de maio, o robusta teve uma alta de 4,1%, enquanto o arábica recuou 6,3%, evidenciando a disparidade entre os dois tipos de café.
No Brasil, o mercado físico acompanhou essas tendências, com o arábica apresentando desvalorização e o conilon se valorizando. O analista Gil Barabach destacou que o setor está em um período de transição, com a chegada dos cafés da nova safra e a comercialização dos remanescentes da safra anterior.
Os preços do arábica, especialmente os da safra 2026, estão sendo negociados a R$ 1.500,00 por saca, enquanto o conilon tipo 7 em Vitória (ES) subiu de R$ 890,00 para R$ 970,00 por saca, uma valorização de 9% ao longo do mês.
Os próximos meses devem ser cruciais para o mercado cafeeiro, com a colheita avançando e as condições climáticas sendo monitoradas de perto. A demanda internacional e a situação dos estoques também continuarão a influenciar os preços e a dinâmica do setor.











