O mercado do café enfrenta um cenário desafiador, com a Bolsa de Nova York registrando quedas nas negociações, enquanto a colheita brasileira da safra 2026/27 avança lentamente. Nesta segunda-feira (25), a ausência de referências da Bolsa de Londres, fechada por feriado, deixou os investidores atentos apenas aos movimentos em Nova York.
Os contratos futuros do café arábica apresentaram recuos significativos, com o vencimento de julho/26 cotado a 272,35 cents por libra-peso, uma queda de 105 pontos. O mercado observa com cautela a entrada da nova safra, que, embora deva aumentar a oferta nas próximas semanas, ainda é impactada pelo ritmo lento da colheita.
Colheita do café abaixo da média histórica
Até o dia 20 de maio, apenas 9% da safra brasileira de café havia sido colhida, um número inferior ao registrado no ano passado e também abaixo da média dos últimos cinco anos. O analista Gil Barabach, da Safras & Mercado, aponta que a maturação tardia das lavouras e a umidade em regiões produtoras são fatores que contribuem para esse atraso.
No segmento do café canéfora, que inclui robusta e conilon, a situação é ainda mais crítica, com apenas 13% da colheita realizada. Esse percentual está distante dos 20% do ano anterior e abaixo da média histórica de 22%. Contudo, Rondônia se destaca, com algumas áreas já alcançando 40% da colheita.
No Espírito Santo, principal produtor de conilon, a colheita avança lentamente, com apenas 10% do total colhido até a última semana. Apesar disso, o clima seco recente tem favorecido as operações, e os produtores notam uma melhora gradual no rendimento das lavouras mais novas.
A comercialização do café permanece cautelosa, com muitos cafeicultores optando por vender o café disponível e evitando comprometer grandes volumes da nova safra, na expectativa de preços mais favoráveis. No café arábica, a colheita alcançou 7%, levemente abaixo do ano passado e da média dos últimos cinco anos.
O mercado continua atento às condições climáticas nas principais regiões produtoras, uma vez que a previsão de tempo seco pode ajudar na aceleração da colheita. Com a retomada das operações na Bolsa de Londres prevista para terça-feira (26), o cenário para o robusta/conilon poderá mudar, influenciando as cotações internacionais.











