O mercado internacional do café começou a semana em baixa, com desvalorizações nas bolsas de Nova York e Londres. A colheita brasileira, as condições climáticas e a qualidade da safra 2026 estão no centro das atenções dos investidores, que monitoram atentamente esses fatores que influenciam as cotações.
As perdas nas cotações, embora moderadas, refletem a sensibilidade do mercado a qualquer alteração na oferta global. Com estoques historicamente baixos e incertezas climáticas nos principais países produtores, a situação permanece delicada.
Café arábica e robusta enfrentam quedas
No mercado de Nova York, os contratos futuros do café arábica apresentaram queda. O contrato com vencimento em setembro de 2026 era negociado a 333,10 centavos de dólar por libra-peso, com uma desvalorização de 115 pontos. Já o contrato para dezembro de 2026 caiu para 313,55 centavos de dólar por libra-peso, com uma perda de 245 pontos.
Na ICE Europe, o café robusta também registrou leves perdas. O contrato para setembro de 2026 era cotado a US$ 3.830 por tonelada, enquanto o vencimento em novembro de 2026 operava a US$ 3.800 por tonelada. Analistas destacam que a produção do conilon brasileiro, especialmente no Espírito Santo, é um ponto de atenção.
A colheita brasileira, que está abaixo das expectativas em várias regiões devido às chuvas, tem gerado preocupações quanto à qualidade do café arábica. A umidade dificultou o trabalho no campo e atrasou a secagem e o beneficiamento dos grãos, impactando diretamente a oferta no mercado.
Além disso, o fenômeno El Niño, que pode se intensificar nos próximos meses, continua a ser uma preocupação. Se isso ocorrer, poderá afetar a produção de safras futuras no Brasil e em outros países produtores de robusta, como Vietnã e Indonésia.
No mercado interno, as negociações estão lentas, com compradores reduzindo o ritmo de aquisições e produtores segurando ofertas. Essa dinâmica tem limitado o volume de negócios e gerado um clima de expectativa entre os agentes da cadeia cafeeira.
Os próximos dias devem ser marcados por volatilidade, com investidores atentos ao avanço da colheita, à qualidade dos grãos e ao comportamento dos fundos de investimento. Enquanto as incertezas sobre a oferta global persistirem, os preços do café devem continuar elevados, refletindo a influência dos fatores financeiros e das condições climáticas.











