O mercado brasileiro de café enfrenta um cenário de negociações limitadas nesta sexta-feira (19), devido ao feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que resultou no fechamento da Bolsa de Nova York. A queda do dólar em relação ao real também contribui para a redução do interesse em novas operações no mercado físico, refletindo uma postura cautelosa de produtores e compradores.
Com a expectativa de que as negociações internacionais sejam retomadas em breve, o mercado tem se mantido travado, com dificuldades na formação de preços internos e elevada volatilidade nas bolsas futuras. Essa situação impacta diretamente a dinâmica comercial, exigindo que os agentes do setor adotem estratégias mais conservadoras.
Comportamento do mercado físico
Na quinta-feira (18), o mercado físico brasileiro apresentou comportamentos distintos entre as variedades de café. Enquanto o arábica manteve-se estável, o conilon registrou valorização, impulsionado pelo desempenho positivo da Bolsa de Londres para o robusta.
No Sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa foi negociado entre R$ 1.620 e R$ 1.630 por saca, enquanto a nova safra variou entre R$ 1.520 e R$ 1.540. No Cerrado Mineiro, os preços para o arábica bebida dura ficaram entre R$ 1.630 e R$ 1.635 por saca, refletindo as condições de mercado.
O clima continua sendo um fator crucial para o setor, com chuvas persistentes atrasando a colheita e prejudicando a secagem dos grãos. As previsões meteorológicas indicam a continuidade da umidade, o que gera preocupações sobre possíveis perdas de qualidade na produção.
Volatilidade nos contratos futuros
Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros do café arábica encerraram a quinta-feira em queda, após uma sessão marcada por forte volatilidade. A valorização do dólar no mercado internacional também pressionou as commodities agrícolas, incluindo o café, enquanto os investidores avaliam o impacto da nova safra brasileira.
Os estoques certificados de café continuam em queda, com 394.267 sacas registradas em 18 de junho, o que reforça a percepção de uma oferta mais ajustada no curto prazo. Essa redução nos estoques ajuda a limitar quedas mais acentuadas nas cotações internacionais.
Nos próximos dias, a expectativa é de que a volatilidade no mercado internacional de café se mantenha elevada. As preocupações climáticas, a redução dos estoques e o comportamento do dólar continuam a influenciar os preços, exigindo atenção redobrada dos produtores e agentes do setor cafeeiro.











