O mercado brasileiro de café enfrenta uma semana desafiadora, com negociações travadas e preços em queda. A combinação da baixa nas bolsas internacionais e o avanço da colheita no Brasil tem gerado cautela entre os produtores, que hesitam em realizar vendas diante das oscilações cambiais e climáticas.
Nesta sexta-feira (15), os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York abriram em baixa, refletindo uma pressão sobre os preços. O contrato para julho de 2026 operava a 277,00 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 1,31% em relação ao dia anterior, que já havia registrado perdas significativas.
Impacto nas negociações internas
No Brasil, a pressão dos compradores tem dificultado as transações. Os produtores estão negociando de forma pontual, aguardando melhores oportunidades, enquanto os compradores ajustam suas ofertas em resposta às quedas externas. Essa dinâmica tem travado o mercado físico, dificultando a movimentação de café.
Apesar da lentidão nas negociações, a demanda por café de qualidade, especialmente para exportação, permanece. No sul de Minas Gerais, o preço do café arábica bebida boa caiu para R$ 1.740 a R$ 1.745 por saca, enquanto no Cerrado Mineiro os preços também recuaram, refletindo a pressão do mercado.
As condições climáticas são outro fator importante a ser monitorado. As previsões indicam chuvas concentradas entre o norte do Espírito Santo e o sul da Bahia, além de uma nova frente fria que deve afetar áreas produtoras do Sudeste. Embora as temperaturas estejam mais baixas, não há risco significativo de geadas para as lavouras de café.
Os estoques certificados de café permanecem estáveis, com 471.985 sacas registradas na ICE Futures. No entanto, o cenário cambial, com o dólar em alta, continua a influenciar o comportamento do mercado, tornando as transações mais complexas para os produtores.
Com o cenário atual, é essencial que os produtores fiquem atentos às oscilações do mercado e às condições climáticas. A cautela pode ser uma estratégia válida, mas é fundamental acompanhar as tendências para garantir a melhor comercialização de suas safras.











