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Café: alta nas bolsas internacionais preocupa sobre safra brasileira
Imagem: Reprodução
Agro

Café: alta nas bolsas internacionais preocupa sobre safra brasileira

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O mercado internacional do café apresenta uma forte valorização, impulsionada por preocupações com a qualidade da safra brasileira e estoques globais apertados. Nesta quinta-feira (18), as cotações do arábica e do robusta nas principais bolsas mundiais refletem a apreensão dos investidores sobre a colheita e as condições climáticas nas regiões produtoras.

O Brasil, sendo o maior produtor e exportador de café do mundo, continua a ser o foco das atenções. As chuvas excessivas em áreas cafeeiras estão gerando incertezas sobre a oferta da safra 2026/27, o que pode impactar diretamente os preços e a qualidade dos grãos.

Arábica e Robusta em Alta

Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos futuros do café arábica registraram uma alta significativa, com o vencimento julho/26 sendo negociado a 284,80 cents por libra-peso. Essa valorização é um reflexo direto das preocupações com a qualidade dos grãos, especialmente em regiões onde as chuvas têm sido acima do normal.

O café robusta também segue a tendência de alta na Bolsa de Londres, com contratos de julho/26 cotados a US$ 3.718 por tonelada. A combinação de estoques reduzidos e incertezas sobre a disponibilidade global da commodity tem sustentado os preços.

As chuvas persistentes nas regiões cafeeiras do Brasil não apenas dificultam a colheita, mas também podem comprometer a qualidade dos grãos. Isso gera apreensão entre compradores e operadores, que temem um atraso na entrada do café novo nos canais de comercialização.

Os estoques globais de café arábica estão em níveis historicamente baixos, com cerca de 396 mil sacas armazenadas, um número bem inferior ao registrado no ano passado. Essa redução acentua a preocupação dos agentes do mercado sobre a disponibilidade da commodity e aumenta a sensibilidade a qualquer notícia relacionada à produção brasileira.

No mercado físico nacional, a comercialização está em ritmo moderado, com produtores adotando uma postura cautelosa. Vendas pontuais são realizadas, mas a resistência em negociar volumes maiores contribui para limitar a oferta e sustentar os preços.

As previsões meteorológicas indicam que as chuvas continuarão a afetar as áreas produtoras, especialmente no Espírito Santo e em Minas Gerais. Enquanto isso, regiões de São Paulo podem enfrentar uma nova frente fria, o que pode trazer mais instabilidades climáticas. Diante desse cenário, o mercado deve permanecer atento às condições climáticas e à qualidade da safra brasileira, que podem provocar novas oscilações nos preços internacionais do café.

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